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...Todo encontro É UM reencontro...

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

O Universo, a Mente e a Sabedoria Cósmica




O Universo é Infinito pela simples razão de sua manifestação ser a Infinita Expressão da Consciência Cósmica.

A Mente atua no Palco da Existência sendo o próprio Palco, a História, os Personagens e Próprio Autor Universal.

A Sabedoria Cósmica para se fazer manifestar dentro de padrões de lógica e razão se fragmenta e se limita de forma aparente para que assim as "partes" possam se sentir - perceber totalidades de si mesmas e com isso reproduzir de forma correspond
ente o desdobramento infinito da Matrix Universal que age em Tudo Quanto Há reproduzindo sob diversas formas a Essência Única que sustenta Tudo.

Priscila Dias

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

VibracionalMente

O Universo é Mental.
O Universo é Vibração.
Mente e Vibração.
Vibração e Mente.
Mente É Vibração.
Vibração É Mente.
VibracionalMente.
Mente É.
Vibração É.
É.
Priscila Dias

sexta-feira, 3 de julho de 2015

A Homossexualidade



A temática da homossexualidade nunca antes esteve tão em evidência quanto nas últimas décadas. É um assunto delicado de ser tratado, pois envolve questões complexas que requerem, para uma compreensão mais em sintonia com a Egregora da VOH, um conhecimento também mais claro das Leis Universais (Primeira Câmara), dos Códigos (Segunda Câmara), da Mente (Terceira Câmara) e da Energia (Quarta Câmara). Por isso o profundo conhecimento do assunto ainda necessita ser velado do grande público que facilmente poderia destorcer os ensinos, fragmentando-os de acordo com o que convém aos interesses de cada um.

Pelo aspecto das Leis precisamos entender o Princípio do Gênero e diante dessa questão perceber que existe uma incompatibilidade no sentido físico relacionado a reprodução, que é, por sua vez, a porta da encarnação humana e consequentemente de seu desenvolvimento. Os espíritos foram criados em um número inconcebível e ficaram presos a Roda de Sansara, ao envolvimento dos véus e véus de Sophia. É através do Des-envolvimento espiritual que os seres podem alcançar a Libertação e, nesse sentido, a homossexualidade é um fator que impossibilita esse objetivo.

Já pela questão dos códigos, a ser estudada mais profundamente na Segunda Câmara e que é uma fase bem intensa na Senda do BuscaDor, pois muito do que se têm como paradigmas de errado e certo, mal e bem, diabo e Deus, são totalmente desconstruídos e isso pode chocar totalmente uma pessoa não preparada. Daí a necessidade de alguns ensinos se manterem, ainda, velados, dentro da divulgação dos ensinos. Mas afirmamos que o Hermetismo é amoral, embora dialogue com a ordem local/social estabelecida, por reconhecer ser fundamentalmente a partir dela que os seres podem alcançar a Cientificação e com isso a Libertação. Por ser amoral, o Hermetismo alerta para a verdade de que a condenação só existe pela culpa, pela infringência de códigos sociais e religiosos estabelecidos, os quais a própria pesooa valida, e que, a rigor, diante do desenvolvimento dos seres não tem sentido algum, desde que os praticantes dos "desvios" dos códigos não se sintam culpados, não se condenem. 

Assim, só existe um problema, de fato, na questão da reprodução, mas não há nenhuma razão para se afirmar que o espírito está condenado, pecaminoso, impuro. Isso só existe a partir da aceitação dos códigos impostos. Contudo, existe a questão mental e energética da problemática. Nesse ponto se faz necessário entender a razão da existência e multiplicação acelerada da homossexualidade, onde questões como modelos bioplasmáticos, vícios, energia sutil e sexualidade precisam ser considerados. Mas não é sábio jogar lenha em um fogo onde não se quer ver um incêndio. Aos buscadores sinceros, o conhecimento chega naturalmente e não objetiva polêmica e nem é movido pela curiosidade, pois tais pontos nunca favorecem o caminho.

A Humanidade quer ser una. A Força age nesse Plano impulsionando esse objetivo, mas sempre que algo aqui se manifesta, se polariza. Em priscas eras o ser humano já esteve de tal forma uno que não havia separação sexual, homem e mulher, mas pela necessidade do desenvolvimento isso foi necessário ocorrer. Pela respiração de Brama – Ritmo Cósmico, isso voltará a acontecer, dessa vez em outro nível de Consciência Humana. Mas até lá, ainda há muito caminho para se trilhar, véus a se retirar, dons a desenvolver...

Estudemos as Câmaras Herméticas, avancemos gradualmente e por uma sintonização clara, a Egregora de Thoth nos concede acesso ao conhecimento necessário a nossa ampliação perceptiva e consequente desenvolvimento.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Conceito = Imposição e Refutação. Conhecimento = Análise e Libertação


É um privilégio viver em uma época com liberdade de pensamento e expressão. É um privilégio ainda maior ter um espaço para fazer isso de forma madura, com o foco comum na busca pelo Conhecimento. Por longos períodos, a humanidade viveu na escuridão mental, à mercê de dogmas e dos interesses de impositores. A rigor, esse tempo ainda persiste, e são poucos os que estão despertando de fato.

Sempre que um novo conhecimento emerge, ele encontra duas forças opostas: a imposição e a refutação. Uma força tenta impor o conhecimento como uma verdade absoluta, enquanto a outra busca desconstruí-lo por meio de diversos argumentos. Isso seria simples se o Universo fosse simples, mas, embora ele seja um em sua essência, sua manifestação é um complexo emaranhado de leis e desdobramentos, que dialogam com diferentes linhas de compreensão e níveis de percepção.

É crucial reconhecer que existem diferentes tipos de refutação. As reflexões genuínas são buscas sinceras pela essência que subjaz a tudo que existe. No entanto, o que acontece com frequência são refutações impulsionadas por uma obstinada necessidade de desconstruir e se rebelar contra tudo o que está estabelecido. O objetivo não é encontrar a essência do conhecimento, mas sim saciar a crença mais enraizada dentro de quem age assim: a de não crer em nada. Afinal, todo ateu é o maior crente entre os crentes.

Uma pessoa tem o direito de pensar o que quiser e ser tida como louca pelos outros. Contudo, ao trazer seus pensamentos para o debate e a análise, ela só alcançará seu objetivo se vier com a mente aberta, disposta a considerar outros pontos de vista e a dialogar com conhecimentos gerais. Isso permite que suas teorias ganhem maior coerência e solidez.

Em consonância com a linha hermética de Thoth, destacamos que todo conceito, teoria, paradigma ou dogma manifestado neste plano é limitado. Sempre que algo atinge o limite de um conceito, ele se desdobra infinitamente. Assim, a própria física moderna vem guiando os buscadores para as verdades arcanas que o Hermetismo, há muito tempo, tem trazido à humanidade: todo limite é ilusório. Se todo conceito é um limite, então, a princípio, todo conceito é ilusório. O Hermetismo aprofunda essa questão apontando para a essência do problema: o Conhecimento. É ele o foco, o que não deve ser perdido de vista. No entanto, os buscadores frequentemente se perdem, limitando a verdade a partir de um determinado paradigma.

O conceito, ao encerrar verdades absolutas, gera imposição ou refutação. Já o Conhecimento, como mola propulsora do movimento mental em busca da Essência Primordial, gera análise e conduz o ser à libertação das ilusões e emaranhados do Universo Imanente.

Não estamos buscando adeptos ao Hermetismo, nem pretendemos encerrá-lo como um paradigma ou verdade absoluta. Ele não é uma instituição dogmática ou uma religião, mas uma Filosofia Pura que navega pelo conhecimento da mecânica do Universo, tanto em seu modo de fazer quanto em seu modo de operar. O Hermetismo mostra que todos os paradoxos podem ser reconciliados, pois é a Chave Mestra que abre todas as portas do conhecimento e guia o ser no caminho da Libertação de todas as ilusões e emaranhados deste plano.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Símbolos .'. .'. .'.



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Os símbolos podem ser eOs símbolos podem ser examinados sob múltiplas perspectivas, mas, em seu sentido mais profundo e esotérico, atuam como chaves que transportam a percepção de uma faixa vibratória a outra.

Tome-se como exemplo a lemniscata: diante dela, alguém desprovido de qualquer contato com o sistema numérico jamais afirmaria tratar-se do algarismo oito — seja ele deitado, ereto ou inclinado —, por absoluta carência de repertório associativo. Por sua vez, quem domina os números, mas desconhece o termo "lemniscata" ou o conceito de infinitude, enxergará no máximo um oito disposto na horizontal. Já um indivíduo com maior bagagem conceitual evocará de imediato as noções filosóficas e físicas de eternidade e infinito. Assim, o mesmo glifo expõe-se a diferentes graus de instrução, cabendo aos mais preparados decifrar prontamente a chave posta diante de si à medida que o símbolo se desvela.

Tal dinâmica, contudo, revela-se paradoxal e relativa. Mesmo um ser desprovido de instrução formal pode, mediante um processo contemplativo, intuitivo ou analítico-associativo, transpor os portais que o símbolo encerra em si. Isso evidencia que o intelecto, conquanto relevante, não constitui a única via de acesso às chaves arcanas.

Uma analogia precisa manifesta-se na estrutura das Câmaras Herméticas: nem sempre o discípulo formalmente matriculado na Primeira Câmara situa-se, em termos de maturidade consciencial, nesse mesmo degrau interior — ele pode ainda nem ter alcançado essa faixa ou, ao contrário, já vibrar em sintonia com a décima ou décima primeira câmara. Do mesmo modo, uma mente repleta de erudição acadêmica ou filosófica pode permanecer completamente cega diante de um símbolo sagrado, sem que este lhe desperte qualquer lampejo. Em contrapartida, um indivíduo intelectualmente simples pode, pelo contato com o mesmo emblema, descortinar portais de profunda transmutação e vivenciar autênticas iniciações suprassensíveis.

No tocante aos símbolos sagrados da Ordem Hermética, seu acolhimento constitui mérito estritamente individual e intransferível, atestando a conexão direta do buscador com a Egrégora. Essa revelação pode manifestar-se de súbito, exigir décadas de dedicação ou mesmo não ocorrer ao longo de toda uma existência; quando desponta precocemente, denota conquistas consolidadas em encarnações pregressas. Recomenda-se, por isso, a via do não-esforço: a chave não é arrancada pela volição do ego, mas conferida quando o canal se encontra devidamente purificado e em ressonância.xaminados sob múltiplas perspectivas, mas, em seu sentido mais profundo e esotérico, atuam como chaves que transportam a percepção de uma faixa vibratória a outra.

Tome-se como exemplo a lemniscata: diante dela, alguém desprovido de qualquer contato com o sistema numérico jamais afirmaria tratar-se do algarismo oito — seja ele deitado, ereto ou inclinado —, por absoluta carência de repertório associativo. Por sua vez, quem domina os números, mas desconhece o termo "lemniscata" ou o conceito de infinitude, enxergará no máximo um oito disposto na horizontal. Já um indivíduo com maior bagagem conceitual evocará de imediato as noções filosóficas e físicas de eternidade e infinito. Assim, o mesmo glifo expõe-se a diferentes graus de instrução, cabendo aos mais preparados decifrar prontamente a chave posta diante de si à medida que o símbolo se desvela.
Tal dinâmica, contudo, revela-se paradoxal e relativa. Mesmo um ser desprovido de instrução formal pode, mediante um processo contemplativo, intuitivo ou analítico-associativo, transpor os portais que o símbolo encerra em si. Isso evidencia que o intelecto, conquanto relevante, não constitui a única via de acesso às chaves arcanas.

Uma analogia precisa manifesta-se na estrutura das Câmaras Herméticas: nem sempre o discípulo formalmente matriculado na Primeira Câmara situa-se, em termos de maturidade consciencial, nesse mesmo degrau interior — ele pode ainda nem ter alcançado essa faixa ou, ao contrário, já vibrar em sintonia com a décima ou décima primeira câmara. Do mesmo modo, uma mente repleta de erudição acadêmica ou filosófica pode permanecer completamente cega diante de um símbolo sagrado, sem que este lhe desperte qualquer lampejo. Em contrapartida, um indivíduo intelectualmente simples pode, pelo contato com o mesmo emblema, descortinar portais de profunda transmutação e vivenciar autênticas iniciações suprassensíveis.

No tocante aos símbolos sagrados da Ordem Hermética, seu acolhimento constitui mérito estritamente individual e intransferível, atestando a conexão direta do buscador com a Egrégora. Essa revelação pode manifestar-se de súbito, exigir décadas de dedicação ou mesmo não ocorrer ao longo de toda uma existência; quando desponta precocemente, denota conquistas consolidadas em encarnações pregressas. Recomenda-se, por isso, a via do não-esforço: a chave não é arrancada pela volição do ego, mas conferida quando o canal se encontra devidamente purificado e em ressonância.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Pensamento e envolvimento



O Pensamento manifesta-se como um atributo mecânico do intelecto no plano imanente, enquanto na Transcendência ele se converte em um sentido superior de captação direta: a própria Intuição. Sob o jugo de um Universo regido por leis implacáveis, a nossa capacidade intelectiva permite que naveguemos pelas correntes do pensamento, desbravando as incontáveis possibilidades e níveis de manifestação que nos circundam.

Pela Lei da Correspondência, o pensamento é a ação dinâmica e exploradora do nosso anseio essencial de conhecer, experimentar e dominar o Cosmos. Trata-se de um reflexo microcósmico do que a Mente Creadora (Noûs) representa perante a Consciência Cósmica: o desdobramento do Ilimitado em frações limitadas para que o Todo possa se contemplar. Agimos e pensamos por meio desses atributos restritos, espelhando de forma fragmentada a magnitude livre e infinita do Ser.

Embora sejamos essencialmente Unos, expressamo-nos como multiplicidade no Tonal. E, sendo o Universo manifesto estruturado puramente por faixas de Vibração, o pensamento também compartilha dessa natureza energética. Nele, somos emissores e receptores, influenciando e sofrendo influências das egrégoras e mentes que nos cercam. Influenciar de forma direcionada exige um domínio profundo da energia sutil; por outro lado, ser influenciado depende inteiramente do nosso grau de identificação e apego ao elemento que nos é projetado.

A imunidade aos influxos externos reside no despertar do Observador. Quanto mais o buscador sustenta o estado de vigília sob o íntimo comando do "Eu Sou Eu Observando", mais ele se desvincula das correntes ideológicas, filosóficas, sociais e egrégoras religiosas geradas pelo sistema dialético. Ao assumir a postura de testemunha silenciosa, ele deixa de se misturar ao cenário percebido, desarmando o automatismo da mente.

Contudo, à medida que desvelamos as camadas deste mistério, deparamo-nos com uma verdade inquietante: enquanto o espírito estiver perceptivamente envolvido pela Imanência e seu Jogo Cósmico, ele estará, em algum grau, identificado com as estruturas do sistema. A própria individualidade é um limite que exige o envoltório mental para subsistir. Enquanto formos tentáculos da Consciência Cósmica operando na criação, estaremos atrelados a alguma forma de identificação — ainda que essa identificação seja com a grandiosa visualização da própria Mente Creadora.

domingo, 31 de maio de 2015

O Olho de Hórus e seus Sentidos

Diante de algo manifesto nesse Plano temos sempre duas posições de análise possíveis, o sentido exotérico e o sentido esotérico. Em relação ao Olho de Hórus sabemos ter UM Sentido Cósmico, a medida que se refere à Creação do Universo, onde antigos mestres e sábios passaram a associar UM Olho como símbolo dessa Creação. A linha da VOH evidencia o Olho essencialmente sob esse ponto de vista. Contudo, não deixa de trazer uma interpretação complementar das antigas Escolas de Mistérios do Egito. 

O Olho do Deus Hórus sendo fracionado por seu tio Seth, tem Um Sentido Oculto significativo em que é salutar lembrar que tudo quando se manifesta como UM dentro da Imanência inexoravelmente se desdobrará, ou seja, se fragmentará se forma sétupla, sob a lente do Sete. Assim, essa simbologia dos deuses, apontam esotericamente para a Lei do Desdobramento Sétuplo, a qual naquela tempo ainda estava velada e hoje a V.'.O.'.H.'. vem inspirando a revelação de forma tão mais direta e clara.

Nessa análise dos antigos sacerdotes e estudiosos do antigo Egito, o Olho em cada fração estaria ligado a um sentido, onde um símbolo específico (Olho) representa toda a essência do ser e sua manifestação no mundo, em que cada parte teria um sentido próprio.

    
Esta parte do Símbolo aponta para o nariz e também parece com o nariz. Representa o sentido do olfato.

         Se somarmos ( 0,015625 + 0,03125 + 0,0625 + 0,125 + 0,25 + 0,5 ) teremos = 0,984375 que para o inteiro falta  0,0156250 que é igual a 1/64 e que é justamente a parte perdida do olho reconstituída Magickamente por Thoth, e que representa o Sétimo sentido.
 (TRANSCRITO DO SITE: SYMBOLSITE.COM citado em tema de JLE)

Dentre os sentidos destacados o que pode causar um maior estranhamento é o Sentido do Pensamento, evidenciamos que esse sentido está ligado ao aspecto mental do ser. É um destaque fundamental, afinal o ser é mental e assim como Tudo advém do Pensamento do Deus Creador, por correspondência, em cada pessoa, tudo advém dos seus próprios pensamentos, que irão se manifestar a partir dos seus sentidos vitais, os quais o colocam em contato e associação com o mundo.

O Sétimo Sentido, aquele que estaria perdido, na fração que teria sofrido o Olho de Hórus, diz respeito a Intuição. Ela é o canal de ligação entre o Plano Imanente e o Transcendente. É a ponte entre a Mente e a Consciência Cósmica. É a eterna busca dos seres que querem encontrar o caminho da Libertação de Maia e essa simbologia aponta aos buscadores a direção do Verdadeiro Caminho.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Aos buscadores...


Aos iniciantes na Linha Hermética de Thoth, a orientação primordial é avançar com calma, preservando a tranquilidade e a clareza.

É natural que os buscadores, ao se encantarem com a profundidade dos ensinamentos, tendam ao deslumbramento. Contudo, a tradição de Thoth fundamenta-se na lucidez, no autoexame e no domínio das Leis Cósmicas para aplicá-las sobre si mesmo — um trabalho contínuo de centralização e neutralização que permite escapar dos impactos violentos do Pêndulo Rítmico, operante em tudo quanto há.

Ao longo do tempo dedicado ao estudo do Hermetismo e ao acompanhamento de estudantes, testemunhamos com frequência esse ímpeto desmedido. Aqueles que vão com sede excessiva à fonte e pretendem absorver tudo de uma só vez, cedo ou tarde oscilam para o extremo oposto: afastam-se, adormecem ou se confundem. O Hermetismo não confunde; sua essência é límpida, mas sua força e intensidade transcendem as fronteiras do intelecto. Faz-se mister, portanto, cultivar a prudência para estudar, transmitir e, sobretudo, vivenciar tais preceitos.

O ritmo deve ser gradual e constante. A teoria é acessível e a informação abunda por toda parte; a prática autêntica e o Sentir, no entanto, residem um passo além na Senda. Essa travessia nem sempre se mostra prazerosa ou confortável: o autêntico busca-DOR experimenta a dor inevitável das Verdades Maiores, que desarticulam zonas de conforto e rompem antigos paradigmas, desconstruindo o ser para reedificá-lo em oitavas mais amplas de consciência. Por essa razão, a jornada é paciente, progressiva e ininterrupta.

A chegada de buscadores sinceros é sempre motivo de júbilo: sua presença nos movimenta, renova e revitaliza.

Todo encontro é, em essência, um Reencontro.

Que a serenidade da Luz se faça sentir, integrada à sua Sombra em perfeito equilíbrio e amplidão.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Conhecimento É Sintonia




Somos um em essência. É através das sucessivas experiências que removemos os véus da percepção, rompendo os limites que nos aprisionam no ego para, enfim, acessar as Verdades Universais que conectam tudo o que existe.

O Conhecimento não nos pertence: ele simplesmente É e irradia. Funcionamos como antenas receptoras — quanto mais desobstruída e limpa nossa frequência, com mais clareza podemos captar e compreender. Com o despertar, a Verdade não passa a morar exclusivamente em nós; na realidade, nós nos tornamos mais translúcidos, livres de dogmas, refinando nossa capacidade de sintonia.

Que não busquemos nos apropriar do Conhecimento, mas sintonizar com ele até que nos reconheçamos Nele. Afinal, nunca deixamos de ser a própria Fonte; apenas havíamos esquecido como ver, sentir e compreender.

terça-feira, 26 de maio de 2015

A Chave da Base




A Vontade é uma das emanações do Querer Cósmico: um componente mental que estrutura a percepção do ser diante da existência e direciona sua frequência vibratória. É por meio da vontade lúcida que o indivíduo pode desvencilhar-se dos extremos pendulares rumo à Neutralização — ato que requer elevado grau de autolucidez e profundo domínio da mecânica cósmica.

A Vontade, contudo, não constitui uma Base Universal. Embora componha a tessitura do Cosmos, ela não é o substrato que sustenta os Princípios Herméticos. Para compreender essas Bases, cumpre examinar a estrutura da manifestação sob uma perspectiva didática e lógico-sequencial:

  • O Enunciado Fundamental ("O Todo é Mente; o Universo é Mental"): Expressa a própria existência primordial. Representa a manifestação cosmomental da Força Creadora em sua totalidade una e indivisível. Dele tudo provém; sem a substância da Mente Universal, nenhuma dinâmica subsequente teria palco ou sentido na creação.
  • As Cinco Bases Universais (Condições ou Suportes Ocultos): Representam os alicerces existenciais indispensáveis para a sustentação das Leis na substância manifesta. Os Princípios Herméticos, enquanto dinâmicas em ação sobre o Universo creado, exigem determinados "meios" ontológicos e dimensionais prévios para operarem.
  • Os Princípios Herméticos: São os modos operantes e as dinâmicas ativas (Vibração, Polaridade, Ritmo, Causa e Efeito, Correspondência, Gênero) que regem os fluxos dentro desse arcabouço estruturado.

Como orienta a Venerável Ordem Hermética, não cabe transmitir essas Cinco Bases sob a forma de dogmas ou fórmulas prontas. Constitui tarefa de cada busca-dor desvelá-las mediante o rigor analítico, a intuição desperta e a própria iluminação interior.

A chave reside na autoindagação fundamental: que condições essenciais — ontológicas, espaciais, temporais ou dimensionais — precisam ser estabelecidas de antemão para que a Vibração encontre campo de oscilação, a Polaridade defina seus extremos, o Ritmo trace seu curso e a Causalidade encadeie seus elos?

Que a Luz se apresente aquele que A busca.

Ligação com a Egregora .'. .'. .'.


A VOH é uma Ordem que não busca adeptos, não faz propaganda, não realiza convites nem concede promoções de cargos. Não possui sedes físicas oficiais, tampouco confere cartas de apresentação que autorizem quem quer que seja a falar em seu nome. Ninguém possui legitimidade para se auto intitular Instrutor ou Mestre dessa linhagem; contudo, a Ordem tampouco se ocupará em desmentir ou contestar quem assim o fizer. Cabe unicamente aos buscadores sinceros o discernimento sutil para não se deixarem enganar por falsas aparências. Se conhece quem é autêntico pela autenticidade do que transmite.

Existe um Conselho Mundial da Egrégora da VOH que se reúne periodicamente, encarregado de demandas voltadas à condução de diretrizes mundiais, a fim de que os Objetivos Maiores inspirados por Thoth sejam gradativamente impulsionados em benefício da humanidade. Sobre esse corpo deliberativo, nada mais é lícito revelar.

No que tange à sintonia com essa Egrégora, qualquer estudante genuíno e comprometido com a Senda poderá experimentar sua Vibração, vivenciar iniciações supra sensíveis e acolher símbolos e lampejos de sabedoria originados de uma lucidez crescente — fruto de uma teia de intuições e conexões que ampliam e aprofundam a percepção dia a dia. Com o tempo (este sempre relativo) e o des-envolvimento da consciência, certos portais dessa corrente vão sendo progressivamente descortinados. Encontrar as chaves exatas para destrancar tais acessos constitui o autêntico desafio, indicando o desenvolvimento de verdadeira mestria.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A Conjura do Silêncio e o Terceiro Interesse


A Conjura, vertente do Obscurantismo secular que agiu com mão de ferro em diversos períodos da história humana, opera como uma força sistemática de perseguição e repressão, cujo intuito é bloquear o des-envolvimento espiritual e manter as almas cativas no cativeiro da matéria por meio do silenciamento dos ensinamentos originais da Gnose.

Paralelamente, o Terceiro Interesse manifesta-se por meio de sistemas religiosos e políticos que buscam perpetuar o seu domínio temporal. Para assegurar esse controle, atua distorcendo a verdade e sufocando a liberdade essencial do espírito sob um emaranhado de dogmas e códigos morais complexos. Essa proliferação de leis artificiais aprisiona a humanidade naquilo que resulta entre a transgressão e a culpa. Essa dor profunda do remorso atua como um autêntico repasto energético que sustenta psiquicamente as próprias estruturas de controle do mundo dialético.

Diante do cerco asfixiante dessas forças, tornou-se imperativo que uma minoria de Iniciados, recolhida na Cúpula das Escolas de Mistérios, velasse o Conhecimento Arcano sob a proteção de parábolas, mitos e criptografias. Essa ocultação atendeu a dois propósitos fundamentais: salvaguardar as chaves da Libertação contra a fúria de tiranos e perseguidores e impedir que os grandes mistérios e forças do Cosmos fossem manipulados de forma nefasta por mãos inescrupulosas, preservando a pureza doutrinária para que o buscador sincero pudesse decifrá-la por meio de seu próprio esforço e dedução, quando para tal estiver preparado.

Quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece. - O Caibalion

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Da Divulgação dos Ensinos Herméticos - .'. .'. .'.



Os lábios da sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do entendimento. - O Caibalion

Há muitas variáveis a serem consideradas no questionamento de diversos estudantes sobre a divulgação ampla e aberta dos textos do Mestre Laércio, e nós as estamos considerando. Não negamos a Era do Conhecimento que se aproxima (se aproxima porque ainda não chegou).

No entanto, o que temos neste estágio é, de fato, muita informação, que não corresponde plenamente ao conhecimento. O conhecimento está um grau acima da informação, assim como a sabedoria está em um grau ainda mais elevado, e a cientificação é ainda mais ampla do que a sabedoria.

A informação pode levar ao conhecimento, mas também pode levar à banalização e, o que é mais grave, à deturpação. Podemos nos perguntar ou refletir: a pessoa que acessa o conhecimento não é aquela que já possui um grau de desenvolvimento espiritual que permite tal acesso?

Respondemos: sim e não. O "não" da resposta pode ser facilmente demonstrado pela maioria dos instrutores/facilitadores de Hermetismo que conhecemos. Por diferentes razões, uma pessoa pode ter acesso a determinado conhecimento esotérico sem ter a real preparação para isso, o que pode trazer muitas problemáticas e prejuízos mentais, intelectuais e até espirituais.

Vez ou outra, temos um estudante de Câmaras, principalmente da 2ª e 4ª, que, embora seja acompanhado e esclarecido com dedicação, ainda assim entra em desequilíbrio e precisa, às vezes, de intervenções de diferentes naturezas, inclusive do próprio Conselho Mundial da Ordem sob cuja inspiração estamos. Por isso, a questão não é tão simples.

Quando a resposta é "sim", ainda assim reside uma complexidade perigosa que precisa ser percebida. De fato, aquele que pode acessar o conhecimento é porque já vem desenvolvendo seu grau perceptivo, expandindo sua (cons)ciência ao ponto de assimilar mais. No entanto, o conhecimento é fruto deste plano imanente, é inerente ao universo mental, assim como a cientificação é inerente aos planos mais elevados, os quais sequer podemos analisar.

Dessa forma, se o conhecimento faz parte deste plano, então está sujeito às suas leis, podendo, a partir do uso que lhe é dado, servir ao bem ou ao mal. Não esqueçamos que vivemos em um plano relativo, polarizado e dual. A mesma tecnologia que pode construir equipamentos para descobrir e curar doenças, por exemplo, também pode ser usada para construir uma bomba nuclear e destruir nações, e até a espécie humana.

De que forma o conhecimento mental-espiritual pode ser usado negativamente? De muitas formas. Já aconteceu muitas vezes na história da humanidade e até hoje acontece em um nível ou outro. Os Conhecimentos Arcanos abrem portas inimagináveis para a percepção comum, que neste caso pode ser representada também por mentes intelectualmente privilegiadas, mas espiritualmente sem equivalência.

É por isso, e por muito mais, que a questão da livre e ampla divulgação da extensa, valiosa e iniciática obra do V.I.J.L.E. não é nada simples. Por outro lado, não estamos promovendo o velamento dos ensinos. Pelo contrário, alguns grupos têm trabalhado com seriedade e dedicação por esta causa. Estamos estudando melhores formas de expandir o alcance desses ensinamentos, mas de maneira gradual e responsável.

Para isso, estamos buscando contribuir para que mais pessoas possam se aproximar desse trabalho. Fazemos o melhor que podemos, visto que também estamos todos em formação diante do Grande Mestre THOTH. O trabalho é contínuo, gradual, para a frente e para o alto, conforme nos orienta nosso amado Mestre José Laércio do Egito, que, com este zelo, dedicação e responsabilidade, vem nos ensinando.

Quem tem olhos que veja e enxergue. Quem tem coração que sinta.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Lua




A Lua é uma das mais fortes manifestações da natureza. Em sua essência, ela nos domina e nos rege com sua força maior. Por outro lado, a partir do conhecimento de seu poder e da sabedoria em aplicá-lo, ela nos confere a chave para caminhar de forma mais lúcida e clara pela vida.

Ela potencializa os sentimentos e a vibração. Se formos sábios, agiremos sempre em consonância com ela para obter os melhores resultados, o que se realiza por meio da focalização mental.

Na Lua Nova, é o momento de focar no que se quer renovar e, principalmente, iniciar. Na Lua Crescente, a concentração volta-se para as coisas que precisam crescer, aumentar, revigorar e fortalecer. Com a Lua Cheia, ocorre o ápice. É preciso focar no que há de bom em si para se potencializar; em um relacionamento, por exemplo, é a hora de focar nas qualidades da pessoa, naquilo que nos faz amá-la, pois focar nos conflitos tende a dar a eles uma proporção desmedida. Em uniões afetivas, a Lua Cheia pode ser vista também como um momento de melhoria: quando dois seres, em sintonia e com sinceridade, dispõem-se a analisar a relação e chegam a um acordo sobre o que precisam eliminar de suas vidas para, então, juntos, focalizarem na Lua Minguante e nos propósitos traçados. Já a Lua Minguante, velha sábia, tem o poder de arrefecer euforias, trazendo sobriedade e serenidade, capaz de dissipar o que estiver atrapalhando a relação.

Esse estado de focalização mental com a Lua é um alto grau de sabedoria. Denota a presença do "Eu" desperto no aqui e agora, como regente e maestro da própria existência.

Um maestro utiliza o potencial de sua orquestra para compor uma harmoniosa peça musical. Ele sabe o momento exato e os instrumentos adequados para conduzir o som ao ápice, ao êxtase, assim como sabe, delicadamente, baixar a intensidade, silenciar e acalmar a melodia em uma alternância contínua de ritmos que, em conjunto, constroem uma verdadeira obra de arte. Assim se torna a vida de cada ser humano quando, liberto da condição de ser apenas regido, assume o papel de regente. O Conhecimento possibilita o primeiro passo, mas é a Sabedoria que consagra o verdadeiro mestre de si mesmo.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

A Lei do Ritmo




O Ritmo é uma das Leis que fundamentam toda a manifestação. Assim como os demais Princípios, ele opera em Tudo Quanto Há: do micro ao macrocosmo, qualquer estrutura perceptível só ganha forma através de uma cadência. Uma vibração, uma onda, uma cor, sensação ou som dependem de um ritmo que os sustente. Mesmo na aparente desarmonia há um Ritmo atuante — ainda que de desordem —, pois este Princípio transcende a relatividade e qualquer paradigma.

É ele quem rege a alternância entre o dia e a noite, as fases da lua, as estações, a Rotação, a Translação, a Respiração de Brahma e o ciclo de nascimento e morte. A Ordem Pitagórica, em plena consonância com a VOH por beberem da mesma fonte — as Escolas de Mistérios do Antigo Egito —, reconhece que o Ritmo, aliado à Vibração, evidencia toda a arquitetura do Universo.

A compreensão dessa Lei é de imenso valor para o ser em des-envolvimento. Mestres, iniciados e magos de diferentes vertentes aplicam essa dinâmica em proveito próprio. Ao discernirem que a própria energia vital responde a cadências específicas, adotam práticas que refinam sua quantidade e qualidade, expandindo o poder pessoal e o acesso aos planos superiores.

Intrínseco ao Ritmo opera o Pêndulo: o mecanismo que pro-move o movimento perpétuo entre polos. Tudo o que se expande atinge seu ápice para, na mesma medida, contrair-se até o limite oposto. Quem vive passivo a essa mecânica é arrastado pelas marés existenciais, oscilando continuamente entre a euforia e o abatimento, a vigília e o torpor, a enfermidade e a saúde plena.

Os sábios aprendem a usar as Leis a favor do seu despertar, operando por meio delas em vez de serem subjugados por seus fluxos. Essa maestria atua em certos níveis da Criação, pois mesmo nas esferas habitadas pelas mais elevadas Hierarquias, as Leis continuam a estruturar a Realidade.

O caminho é estritamente indi-vidual e escapa às fórmulas prontas tão comuns no meio místico. Trata-se de usar a propulsão gerada em um polo para ascender ao outro e, uma vez lá, sustentar o equilíbrio — uma arte refinada que tem a Vibração e a Criação como alicerces. Decifrar o Ritmo e suas implicações cósmicas é dar um passo decisivo rumo ao alto des-envolvimento espiritual.

terça-feira, 28 de abril de 2015

1=7+5=12=1



1 = 7 + 5 = 12 = 1

Os Princípios Herméticos, em essência, são UM SÓ. Manifestam-se como 7 Princípios e têm como alicerce de sua expressão as 5 Bases Universais — também denominadas Condições ou Princípios Ocultos. No total somam 12, mas na Unidade primordial permanecem sendo UM. Por essa razão, torna-se impossível contemplar verdadeiramente um sem que se alcancem os demais.
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Não existiria o Gênero sem a Polaridade: afinal, como discernir o ativo e o passivo sem reconhecer que ambos, na Realidade, constituem a mesma substância manifestada em polos opostos? A Correspondência, por sua vez, afirma que o que está em cima é como o que está embaixo, e o que está dentro é como o que está fora. Ora, o que são o alto e o baixo, o interior e o exterior, senão polaridades de uma mesmíssima coisa? Já a Vibração expressa-se em ondas por meio de variadas frequências; e o que é a onda senão um Ritmo ininterrupto que atinge determinada amplitude em um sentido para, logo em seguida, oscilar na direção contrária (Polaridade)?
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Dessa maneira interligam-se todos os Princípios — um exercício reflexivo contínuo que expande os portais da percepção para o desvelamento dos Arcanos e dos mais elevados Ensinamentos Esotéricos.
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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Símbolos...




O deus Hórus sustenta duas barcas, cada uma portando um olho guardado por serpentes najas erguidas. Assistem ao deus seus pais ajoelhados: Osíris, deus da ressurreição, e Ísis, a grande deusa-mãe; além de dois babuínos, mensageiros de Thoth, o deus da sabedoria. Nos cantos, sustentam-se câmaras onde oferendas de alimento, incenso e fogo são consagradas aos deuses da Lua — Thoth (com cabeça de íbis) — e do Sol — Rá (com cabeça de falcão). Sobre a cobertura dessas salas repousa Aker, a esfinge dupla, guardiã dos portais do Mundo Subterrâneo nas fronteiras da Terra. Aker sustenta em seu dorso vários seres humanos, que representam a humanidade. Em relevância maior ou menor, toda a cena repete-se em círculo, e tudo se inscreve dentro de um quadrado.
Antero Carvalho

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Vale lembrar que essa diversidade de símbolos é uma expressão tão natural quanto qualquer outra manifestação do Mundo Imanente. Tudo provém do UM; contudo, ao manifestar-se neste Plano, a Unidade fragmenta-se e desdobra-se infinitamente, originando inúmeras faixas vibratórias e vias de compreensão. Os símbolos atuam como essas trilhas de entendimento que, embora variem segundo o povo, a época ou a tradição, guardam o poder de conduzir ao mesmo Destino Final, onde todas as coisas convergem e tornam-se, por perfeita consonância, novamente Únicas.



sábado, 25 de abril de 2015

Missionários


Os Emissários Divinos e Missionários que se projetam no Mundo Imanente procedem de duas origens vibratórias distintas — conquanto saibamos que, em essência, tudo se unifica no Único Ser.

A primeira corrente é constituída pelas próprias parcelas de Sophia (a Mônada Humana): são espíritos que, após longas jornadas reencarnatórias, alcançam a pureza da Nona Câmara e, ao adentrarem a 10ª Câmara, passam pela despersonalização, abrindo mão de sua autoidentidade para integrar a Tríade Superior. Movidos pela ciência da fragmentação e pelo anseio de recompor a Trindade original, assumem a sublime missão do servir (o Caminho da Luz), projetando-se temporariamente na matéria para auxiliar seus irmãos ainda retidos nas câmaras inferiores e integrando-se à Ordem de Melquisedec e à Grande Fraternidade Branca.

A segunda corrente é formada por expressões da Consciência Divina que jamais integraram a Mônada Humana e, portanto, nunca estiveram sujeitas ao cativeiro da roda das encarnações [12]. Projeções diretas da 11ª Câmara (Hokhmah / Força Krística), esses seres atuam como Avatares e Grandes Iniciadores desde a origem do equívoco de Sophia, manifestando-se em corpos fluídicos ou aparentes para irradiar as Verdades Supremas e substituir códigos morais severos por paradigmas mais amenos e purificadores.

Toda essa obra de resgate se desenrola no Mundo Imanente — o verdadeiro palco das vivências materiais e astrais —, estruturado e modelado a partir de Fohat e da Mente para servir de amparo e suporte ao retorno dos espíritos à inefável Unidade.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

O Certo, o errado e Nenhum dos dois...




Todas as verdades são meias-verdades. Os diferentes caminhos dialogam com as diversas linhas de compreensão e alinham-se às infinitas possibilidades que tecem o mundo imanente.

Visto que, no Universo, tudo se desdobra setuplamente ad infinitum, ninguém detém a prerrogativa de julgar o que é certo ou errado nesta ou naquela via. Certo e errado são valores essencialmente relativos, destituídos de um referencial fixo que sustente análises e sentenças morais definitivas.

Como nada é estático neste plano — onde tudo vibra, se move e se transmuta —, o que é correto para um ser é aquilo que não lhe engendra culpas nem alimenta o próprio sofrimento. É a rota para a qual seu querer genuíno aponta e que sua intuição mais profunda consagra como justa para si mesmo.



Teoria dos Códigos — aprofundamento na Segunda Câmara Hermética.

A Árvore da Vida




Quando houve o primeiro movimento da Mente Criadora, a partir do seu querer criar e manifestar a existência, foi necessária, por parte da Mente Criadora, uma ordenação dos elementos constitutivos do universo mental. Uma incrível estruturação sob a qual as qualidades inerentes aos planos e as leis intrínsecas à elaboração da Imanência podem se manifestar.

O esquema da Árvore da Vida expressa uma organização em 10 Sephirots, onde cada um deles processa uma qualidade da estrutura à qual está relacionada. De uma ótica macro, percebemos todo o mundo imanente expresso em um esquema de árvore. Contudo, como o universo se desdobra ad infinitum, de acordo com a própria Cabala, cada plano e seu respectivo desdobramento também se manifesta a partir de uma Árvore.

Como as fragmentações são ilusórias, todas as árvores estão conectadas, formando uma grande Rosácea Cósmica. Quanto ao esquema, já houve e ainda há várias representações da Árvore da Vida.

sábado, 18 de abril de 2015

O Corpo é o Espírito



A separatividade entre corpo e espírito é uma faceta analítica da mente dual. Na Realidade, o corpo é o espírito. O espírito ao vir encarnando vem passando por uma processo de alterações vibratórias que obedecem a Leis estruturais complexas e inerentes a faixas e planos que compõem o Universo Mental, a Matrix Cósmica. O Espírito vem se densificando de Eu (Kether), onde a vibração é mais Fina e elevada, para corpo Astral, corpo Etérico, até o corpo físico. Assim como ocorre com o Universo como um Todo que em essência É UM, mas que obedecendo a Leis se Desdobra infinitamente gerando a ilusão da fragmentariedade, da mesma forma, por Correspondência, o Ser em essência é um e vem se desdobrando, seguindo leis, para se manifestar, na ilusão da separatividade que o leva a se perceber como diferente de tudo o mais. Eu (O ser) não sou um espírito que tenho um corpo. Eu Sou um espírito vibrando em diversas faixas e me manifestando por elas de acordo com sua leis.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Força Centrífuga Universal


O que está em baixo é como o que esta no Alto.

As Leis que regem o Plano Físico se correspondem as que regem o Plano Espiritual.
Pelo conhecimento de um chega-se a conhecer o outro.

No Plano Físico, ainda que normalmente os seres não reflitam sobre isso, algo acontece que mantém todos presos a atmosfera da Terra de forma que não saímos voando pelo espaço a fora. Sabemos que existe um força imperiosa chamada Gravidade que é responsável por este fenômeno, é graças a ela que a vida se desenvolve como a conhecemos e a vivemos nesse plano terrestre.

A nível de "Plano Espiritual" ocorre algo semelhante. Existe uma Força poderosa que pressiona o ser para a densidade, que envolve a consciência em parcelas que se destacam individuadas e que são impelidas para baixo, no sentido do seu estado de percepção e manifestação da Consciência no Universo Mental. Essa é a Força Centrífuga Universal: Mistério do Poder Superior.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Do Jogo da Existência...

A tendÊncia de todos os buscadores, ou seja, daqueles que já estão em estado de percepção mais adiantado diante das problemáticas da Existência, é chegar nem certo momento ao desejo de não querer mais jogar, de entender que há uma imposição, uma limitação do ser dentro desse Jogo que o impede de ser livre, ou melhor, Liberto. Esse é um estágio muito importante e perigoso quando atingido. É preciso ligar-se aos preceitos de Salomão: Percepção, Prontidão, Prudência, Paciência, Perseverança e Perfeição. Corre-se o risco de depertar desejos suicidas em quem não está preparado, mas afirmamos, esse não é o caminho, ao contrário é motivo de maior aprisionamento ainda. A única saída, independente da porta que se encontre, está no Caminho, no Conhecimento, na Cientificação, no Domínio, na Energia...

Não é possível sair do Jogo sem jogá-lo, nisso reside uma grande Angústia. Também não possível jogá-lo bem, direcionando-se ao vencimento sem entendê-lo. Assim, sem dúvida, é na Chave para a Libertação que reside o porquê de jogar o Jogo da Imanência. Pelo seu modus operandi entender a Face do seu modus faciendi e nessa Cientificação encontrar-se com a Chave. Destacando que a Porta apenas se apresentará com a adequada quantidade e qualidade de Energia sob o domínio do ser, o que também é adquirido e desenvolvido dentro do Jogo. E ainda, para que a Chave seja girada e a Porta aberta será necessário a sintonização Vibratória com o Querer Primordial, Força Maior da CrEação. Mas ainda, nesse estágio, a Fase Final, há o grande Chefe Cérbero, com suas três cabeças e o objetivo de causar a desistência do ser e, consequentemente, seu retorno ao Jogo.

Por isso a importância de se conectar as Fontes Verdadeiras, pois Elas orientam o jogador e irradiam para ele a saída e a Vitória.

Da Percepção de si...

A Humanidade tem encarnado em um processo de expansão, partindo do Um Pleno para o um individuado, gerando o "Nós". É um processo de mão dupla deveras interessante, pois o Todo, em dado momento, quis ser UM, manifestando-se então como Mente Criadora. Com isso, passou a criar individuações de Si, e essas individuações foram bem-sucedidas no objetivo de gerar seres individuados. Contudo, como provêm do UM, esses seres sentem falta Dele. Afinal, embora sejam um, não se sentem como UM, e sim como parte fragmentada e afastada da Origem. Com isso, buscam incessantemente esse Retorno.

Buscando fora, não podem encontrar nada além do que encontram buscando dentro. É então que a percepção de si pode ser ressignificada e utilizada como primeiro estágio para um longo processo de Des-envolvimento, no qual se libertará das camadas de ilusão pelas quais foi envolvido pela Mente Criadora. Nesse nível, perderá a percepção de si enquanto ser individuado e ganhará a percepção do SI Superior, do UM e de Nós. Portanto, a Percepção de si poderá ser vista e revista, construída, desconstruída e reconstruída em níveis mais amplos.

sábado, 14 de março de 2015

A turbulência como reflexo da referência



Sabemos que no Universo nada está parado, tudo se Move, tudo vibra em diferentes faixas e se desdobra setuplamente em níveis e níveis de planos distintos, que hora se interrelacionam, hora se afastam uns dos outros a partir da frequência e ressonância entre eles. Para nós, seres individuados, dotados da capacidade analítica-intelectiva, o grande X da questão que você coloca está na PERCEPÇÃO. Esta se apresenta em diversos níveis, adequados também ao grau de alcance expansivo da autociência do ser.


Muito daquilo que o ser visualiza faz aflorar no subconsciente informações fragmentárias que estão como que num estágio onírico e que ultrapassam os limites das faixas vibratórias que são consideradas normais, por um determinado conjunto de códigos estabelecidos, aceitos e reforçados pela maioria.

E disso advêm questões muito importantes, pois o ser tende a se apavorar diante dessas percepções de primeiro nível, aos quais tendem a ser assustadoras e gerar ideias e até mesmo conceitos difusos e errôneos em sua maior parte. Isso ocorre porque a mente busca desesperadamente estabelecer sentido para tudo aquilo quanto percebe. Nesse desespero tende a buscar associações com aquilo que já conhece o que normalmente limita a expansão da cosmopercepção do ser e o leva a interpretar com base em fragmentos dos que nele mora, do que julga conhecer.


Pensemos em um observador que não tem a capacidade de abstração diante da hélice de um helicóptero, ele pode achar aquilo turbulento, até mesmo aterrorizante quando em movimento. Outro observador, um engenheiro de helicópteros por exemplo, o piloto e qualquer ser que consiga abstrair a hélice, compreendendo sua função para além do visto, considerará aquilo uma engrenagem harmônica e maravilhosa. A turbulência é sempre uma classificação apoiada em algum nível de referência. Amplia-se a referência tem-se a ressignificação da turbulência.


Num outro exemplo, se o coração descompassa em uma arritmia cardíaca, instala-se imediatamente uma turbulência no sentido vital do ser, pois aquele não é o padrão aceito pela estabilidade funcional com a qual o corpo está acostumado. A mesma intensidade de batida em uma criancinha pode ser considerada perfeitamente harmônica e coerente com aquele organismo. Logo, a aparente turbulência da arritmia só o é em função da referência imanente pela qual é tomada e/ou sentida. Sempre será o referencial quem dará a ideia de turbulência ou harmonia, em essência, na Transcendência qualquer ideia de referência perde o sentido. Nenhum conceito é real.

Assim, a turbulência denota um estágio da percepção de determinadas faixas vibratórias que ultrapassam os padrões de referências do ser diante de determinado evento ou coisa. Tudo é Vibração e os conceitos que são estabelecidos como sendo "isso" ou "aquilo", nada mais são do que a tentativa obstinada da mente de fragmentar, analisar, conhecer e classificar. Mas como tudo é relativo, é sempre uma questão de referência. O que pode para um nível parecer uma turbulência, para outro pode ser perfeitamente uma harmônica sinfonia.

terça-feira, 10 de março de 2015

Relatividade da Polaridade


Diante do presente movimento de acensão perceptiva da humanidade, muitos estudantes podem analisar que ocorre um impulso do pólo oposto ao que foi vivenciado pela humanidade nos tempos de grande ignorância das Verdades Esotéricas pelo qual passou a humanidade. Sabemos que a polaridade é implícita a tudo quanto se manifesta, assim, a partir de uma dada referencialidade, parece imperar um pólo mais do que outro, mas por outra referencialidade análoga o inverso se fará sentir.

O mal e o Bem são relativos na Manifestação. Por exemplo, Kether em uma árvore, é certamente malkut em uma oitava abaixo, por outro lado, malkut em uma arvore, ou seja, o que é mais denso para uma faixa, pode representar kether para outra, por tanto um mesmo ponto, a partir da referencialidade pode ser o inferno ou o céu. Isso complexibiliza a análise e é pela Correspondência entre os Planos da Manifestação e o conhecimento da Lei do Ritmo, com seu implacável Pêndulo, que a questão da Polaridade, pode ficar mais clara de ser entendida.

Pelo Ritmo, sem dúvida, a humanidade vivencia uma compensação de um longo período de obscurantismo que reinou. Contudo nada é estanque, nem mesmo as Leis. A Causalidade não pode ser ignorada. Por isso é que os Desdobramentos são infinitos dentro da Existência.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Alerta .'. .'. .'.

"Como uma das organizações guardiãs do cumprimento dos Princípios Herméticos a Ordem não aceita a predominância de uma polaridade sobre a outra, porque para que exista harmonia tem que haver o equilíbrio dos opostos." 
J.'.L.'.E.'.


Por essa e outras questões é que é grande a nossa responsabilidade, de todos nós que nos sentimos chamados e envolvidos por esse momento de maior clareza para o qual a humanidade vem gradualmente se aproximando. Todo cuidado do mundo ainda não basta para o impacto da natural polaridade que desponta como Compensação para esse grande Movimento em Busca da Era da Consciência que vem se instalando pelo Mundo Imanente.

domingo, 1 de março de 2015

Percepção de mundo...


A ideia de criação da realidade é um assunto bastante abrangente, estudado com mais profundidade em Câmaras mais avançadas. Mas dentro dos estudos da Primeira Câmara podemos refletir que se pelo Monismo Tudo É UM, logo, Tudo já Existe como potencial. Todas as possibilidades estão plasmadas no Infinito Oceano de MA. A Mente tem como atributo essencial o fragmentar para perceber, o juntar, associar para conhecer. É como uma imagem rachada formando um grande mosaico (Mosaico Cósmico), a percepção do ser, não consegue dar conta de toda a imagem, então capta pedaço por pedaço e através dos Atributos do Intelecto busca incessantemente construir o sentido daquilo que julga conhecer. Esse Movimento acontece ao nível micro do próprio ser e por Correspondência ao nível macro, o Nível do SER Transcendental, que em última análise, jamais conhecerá toda a imagem pois É a Própria Imagem, e a única forma de conhecê-La seria olhando-a de fora, mas nada há fora do TODO. A observação que gera a criação do mundo pessoal do ser é tanto ativa, quanto passiva, pois essas qualidades denotam o Princípio do Gênero, presente em tudo quanto há manifesto nesse Universo. A crença estabelecerá a quase absoluta construção da realidade de cada um. É pela crença que existimos e isso perpassa por vários níveis...Essas crenças tanto são enraizadas nos seres por uma ação exterior - meio social, códigos de condutas etc - quanto por razões interiores, inerentes ao ser, como por exemplo a partir de seus sentidos físicos vitais.

"...O mundo que percebemos, portanto, é aquilo que aceitamos como realidade, a qual é própria de cada um porque na observação de alguma coisa, a quase totalidade daquilo que é observado, resul­ta apenas das condições de cada observador. A imagem que se forma como percepção das coisas está condicionada pelos limites das percepções dos sentidos físicos, pelos conceitos, pelos condicionamentos mentais, etc.
Nas percepções das coisas há uma faixa enorme de pontos comuns para os seres de uma mesma espécie, ou seja, os seres de uma mesma espécie têm um tanto de percepções que lhes são comuns, mas, mesmo assim, ainda existe uma faixa enorme onde se situam as inúmeras percepções individuais.
Assim, o mundo onde vivemos apresenta-se com uma infinidade de características comuns para todos os seres humanos e é isso o que constitui o universo dos homens e o fato do mundo ter um aspecto semelhante para os seres humanos; mesmo assim isso não significa que ele seja realmente como o ve­mos.
São as percepções limitadas dos seres humanos que uniformizam o mundo com determina­das características, mas as suas formas e naturezas definitivas, isso é, o seu aspecto realidade não é conhe­cido, nem ao menos se tem a mais ínfima idéia de como seja.
É suficiente que se alterem os órgãos sensórios, ou que haja modificações nas fontes de percepções, para que tudo se modifique de uma maneira fantástica, e conseqüentemente as conscientize­mos de forma diversa. De um modo absoluto não há uma Atualidade para o universo, pois nele há um dinamismo fantástico que tudo modifica num ritmo alucinante...."
JLE

A suceptilidade da Alma (breve análise)



Sendo a alma a porta de percepção do mundo sensorial, a qual percebe a partir dos sentidos físicos e outros órgãos sensoriais mais sutis, logo, a alma está sujeita a entrar em diversos níveis e planos vibratórios a partir de determinada alteração do estado de percepção do ser.

É possível que a alma se envolva perceptivamente em algum dos Planos ao qual incursiona passando haver uma separação entre os corpos que constituem a atualização do "eu" encarnado que atualiza sua existência dentro de um recorte no tempo da Imanência. Ou seja, o ser encarnado tem um corpo físico, corpo etérico, corpo astral e o eu. Sendo a alma a força que permeia e articula esses corpos. Ao se envolver em determinado nível vibratório está sujeita a não mais dialogar naturalmente com todos os corpos que compõe o ser. 

Exemplos disso podem ser percebidos através de pessoas que passaram por profundas experiências psíquicas, com o uso de substâncias psicoativas, como o LCD entre outras e que não conseguiram voltar. Perigos dessa natureza podem ocorrer em sonhos projetivos e certas praticas magísticas, sob as quais não se há conhecimentos adequados e energia e domínio necessários.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Textos originais do Mestre José Laércio do Egito - Estudos Universais .'.E.'.U.'.


No Grupo Estudos Universais, optamos por disponibilizar os textos do Mestre José Laércio do Egito em seu formato original, sem revisão. O Mestre Laércio escrevia de forma muito rápida, produzindo, por vezes, dezenas de textos por dia. Embora alguns erros ortográficos e poucos erros gramaticais estejam presentes, o sentido geral é facilmente compreendido por qualquer leitor.

Além disso, os textos contêm inúmeros mistérios e chaves iniciáticas em símbolos, letras e outros elementos, o que confere à leitura um significado mais amplo do que o nível intelectual. Por essa razão, consideramos perigoso realizar revisões, a menos que sejam feitas com extremo cuidado, pois há o risco de perder chaves importantes para a compreensão esotérica do conteúdo.

Pensamento - conexão - egregoras



O pensamento é um caçador de vibrações, é como uma antena sempre a sintonizar em ondas que são emitidas por fontes diversas que se emaranham por numerosos níveis e planos, desdobrando-se imensuravelmente. Uma egregora se origina de certa condensação de vibrações recíprocas que tendem a se expandir continuamente enquanto houver seres a sintonizarem em sua frequência de forma a reforçá-la. Ou seja, A egregora é a condensação da energia-ideia essencial. Enquanto que o pensamento é o movimento da mente em atração ou busca pela frequência irradiada a partir de determinada fonte emissora (egregora), que por sinal não apenas emite, mas também se abastece das vibrações que lhe chegam a partir da intensidade dos acessos que recebe. Há, portanto, um via de mão dupla no qual transitam todos os Princípios Universais, que estão desfilando para aqueles que já podem ver.

Isso não quer dizer que apenas por se pensar, já se está conectado, pois por serem frequências estão vibrando no ar e facilmente podem ser captadas pelo pensamento, o que determinará a conexão será a intensidade da focalização, da valorização e, principalmente, da materialização de ações sob a influência daquela irradiação. Um pensamento, da mesma forma que entra na percepção da pessoa, pode também sair dela.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A Magia...

Hermetismo e Magia
É certo que, no que se refere à Magia, muito tem sido distorcido ou abordado apenas superficialmente. Existem, de fato, muitos "papagaios" no meio dos estudos herméticos que, ao ter acesso a conceitos e ensinamentos, passam a repeti-los sem vivenciá-los com propriedade. Isso, na verdade, não é algo maléfico; denota apenas um grau do desenvolvimento psíquico do ser.
A Magia, vista pelo Hermetismo da Linha da VOH, não é apenas muito mais ampla, mas também traduz e redimensiona, em última análise, a Mais Alta Magia que a linhagem humana buscará desenvolver no processo de Libertação do Mundo Imanente.

A Origem do Conhecimento Hermético
É certo que Thoth – Hermes Trismegisto – foi o responsável pela estruturação das Leis Herméticas e das Escolas de Mistérios — Câmaras Espirituais — que aprofundavam especificamente em cada Ciência, entre elas a Magia. Ao longo dos tempos, com o declínio daquela civilização, o conhecimento fragmentou-se e espalhou-se pelo mundo, ganhando diversas conotações ao contato com outras linhas de investigação. Embora tenham a mesma origem, elas adquirem os valores culturais e perceptivos de cada povo ou civilização. Sabemos que nos registros de antigas civilizações há citações da magia egípcia, da caldaica, da fenícia, da persa, da judaica (representada na Cabala), além de haver indícios de que povos de continentes extintos também exerciam magia.

Magia, Mentalismo e Alquimia Mental
A partir do movimento mentalista, que teve um grande impulso no final do século XIX e início do século XX, tem ocorrido uma grande simplificação da Magia. Há muita confusão entre Magia e Alquimia Mental, sendo características de uma atribuídas à outra.
“A Magia visa despertar poderes pela utilização de práticas ritualísticas com objetos e símbolos que servem como 'suportes' para a sintonia mental precisa” – JLE.
Em essência, a Magia — que não é o mesmo que ilusionismo teatral ou prestidigitação — requer alguns subterfúgios imprescindíveis para acontecer, como ambiente adequado, objetos especiais e rituais precisos. Sem o intuito de aprofundar aqui, destacamos a existência da Magia Mimética, Magia Encantatória e Magia Talismânica, também chamada magia dos pentaclos ou dos amuletos. Essa noção, bem básica, mostra que a Magia não é simplesmente o que vem sendo afirmado por mentalistas ou hermetistas que não têm uma base mais profunda. Na Linha da VOH, fica claro que existem grandes processos para se chegar a algum domínio da Magia e, com isso, também a uma maior propriedade para falar sobre ela.

O Princípio do Mentalismo e a Alquimia Mental
Um outro ponto de confusão dentro dessa questão, certamente, está na interpretação do enunciado que afirma “O Universo é Mental” – Princípio do Mentalismo. Sem dúvida, o Universo é Mental, e tudo existe na Mente do TODO. É possível realizar qualquer magia e criar qualquer realidade a partir da mente. Nessa esfera reside a arte da Alquimia Mental, pois tudo que existe manifesto no Universo, seja no nível que for, é Vibração, circulando em diferentes frequências e faixas vibratórias. Pela Arte da Transmutação Mental, qualquer vibração pode ser alterada, resultando naquilo que se quer criar, sempre dentro das Leis Universais, pois nada escapa a elas. Contudo, isso requer grande maestria, e é tolice acreditar que, sem as Chaves e o Conhecimento Arcano adequado, se pode atingir esse patamar.
A Humanidade caminha para o mergulho na Mente Universal, para a volta ao UM, mas esse processo de Éons não deve ser projetado nas vivências ilusórias do Plano Imanente, de forma a se confundir com o próprio Poder Superior. Como afirma o Caibalion: “Quão diferente é esta da horrível meia-verdade tão estrondosamente anunciada por alguns dos falsos sábios, que enchem a atmosfera dos seus gritos: ‘Eu sou Deus!’ Imaginai o pobre diabo de Micawber ou de Uriah Heep, gritando: ‘Eu sou Dickens’; ou algum dos humildes bobos das peças de Shakespeare, anunciando com grandiloquência: ‘Eu sou Shakespeare!’ O TODO está até na minhoca, contudo, a minhoca está longe de ser o TODO.”

A Abordagem da Linha da VOH
É por tudo isso que o Hermetismo da Linha da VOH não enfatiza a Magia, ao menos não nas Câmaras iniciais, onde o estudante buscará, antes de mais nada, entender esse Plano, conhecer as Leis que o regem e compreender os mecanismos dos códigos sócio-histórico-culturais que aprisionam o ser. Estudar a Mente e a Consciência, ou seja, compreender o Plano Imanente e especular analiticamente sobre o Transcendente, sendo levado a senti-lo. Então, vem o estudo da Energia e do Universo Virtual, universos paralelos, multiversos, o aprisionamento e a Libertação. A partir disso, tudo é ressignificado, e percebe-se a ilusão em que muitos magos se aprisionam, por apego à magia, pelo desfrute de um suposto prazer gerado por um poder relativo que muito mais limita do que expande. No entanto, é válido frisar que essas altas análises, em nenhum momento, fazem com que a Magia seja reduzida ou simplificada; apenas ressignificada em prol dos sentidos mais amplos relacionados à Libertação.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

DEUS segundo Baruch Spinoza - (Filósofo holandês do século 17)




"Pára de ficar rezando e batendo no peito!
O que Eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. 
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a Minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias.
Aí é onde Eu vivo e aí expresso Meu amor por ti.
Pára de Me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não Me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver Comigo. Se não podes Me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não Me encontrarás em nenhum livro!
Confia em Mim e deixa de Me pedir. 
Tu vais Me dizer como fazer Meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de Mim. 
Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo.
Eu Sou puro amor.
Pára de Me pedir perdão. 
Não há nada a perdoar.
Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.
Como posso te culpar se respondes a algo que Eu pus em ti? 
Como posso te castigar por seres como és, se Eu Sou quem te fez?
Crês que Eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.
A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre. 
Não há prêmios nem castigos. 
Não há pecados nem virtudes. 
Ninguém leva um placar. 
Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.
E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.
Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... 
Do que mais gostaste? 
O que aprendeste?
Pára de crer em Mim - crer é supor, adivinhar, imaginar.
Eu não quero que acredites em Mim. 
Quero que Me sintas em ti.
Quero que Me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-Me! 
Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?
Me aborrece que Me louvem. 
Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? 
Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?... 
Expressa tua alegria! 
Esse é o jeito de Me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre Mim.
A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.
Para que precisas de mais milagres? 
Para que tantas explicações?
Não Me procures fora! 
Não me acharás. 
Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti "