O deus Hórus sustenta duas barcas, cada uma portando um olho guardado por serpentes najas erguidas. Assistem ao deus seus pais ajoelhados: Osíris, deus da ressurreição, e Ísis, a grande deusa-mãe; além de dois babuínos, mensageiros de Thoth, o deus da sabedoria. Nos cantos, sustentam-se câmaras onde oferendas de alimento, incenso e fogo são consagradas aos deuses da Lua — Thoth (com cabeça de íbis) — e do Sol — Rá (com cabeça de falcão). Sobre a cobertura dessas salas repousa Aker, a esfinge dupla, guardiã dos portais do Mundo Subterrâneo nas fronteiras da Terra. Aker sustenta em seu dorso vários seres humanos, que representam a humanidade. Em relevância maior ou menor, toda a cena repete-se em círculo, e tudo se inscreve dentro de um quadrado.
Antero Carvalho
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Vale lembrar que essa diversidade de símbolos é uma expressão tão natural quanto qualquer outra manifestação do Mundo Imanente. Tudo provém do UM; contudo, ao manifestar-se neste Plano, a Unidade fragmenta-se e desdobra-se infinitamente, originando inúmeras faixas vibratórias e vias de compreensão. Os símbolos atuam como essas trilhas de entendimento que, embora variem segundo o povo, a época ou a tradição, guardam o poder de conduzir ao mesmo Destino Final, onde todas as coisas convergem e tornam-se, por perfeita consonância, novamente Únicas.
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