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...Todo encontro É UM reencontro...

quinta-feira, 21 de março de 2013

O TODO e a Mente

Priscila Dias

O Universo é Mental. Há milênios os Hermetistas ensinam que o TODO em sua essência É incognoscível. Por ser infinito e ilimitado, não é possível atribuir-Lhe limites conceituais de qualquer espécie; É Absoluto, Eterno e Imutável. 

Com base nessa ideia fundamental acerca do TODO, observa-se que no Universo do qual fazemos parte como seres aparentemente destacados, tudo se mostra de forma oposta. Mostra-se como elementos condicionais, finitos e mutáveis. É a partir da compreensão da aparente finitude das coisas que o ser começa seus questionamentos filosóficos mais profundos na busca da Verdade e dos motivos da existência do mundo.

O Hermetismo afirma que o ser pode dar-se conta de que o Universo é Mental porque o TODO o manifesta de Si através de sua Mente, pela qual Ele pode crEar. Ou seja, Tudo quanto o ser pode racionalizar, até onde a percepção consegue alcançar, antes de transcender, está dentro da Mente.

Em um primeiro momento, os estudos se pautam apenas nos Princípios Universais, ou seja, nas Leis que regem esse Universo manifesto pela Mente, o qual é expresso pelo Primeiro Princípio, que, na verdade, representa o Enunciado Fundamental: O Universo é Mental. Esse é mais profundo dos Princípios, pois todos os outros estão dentro dele e é também o mais difícil de ser assimilado pelo neófito e até mesmo por muitos busca-dores mais adiantados na Senda. Quando o estudante começa a compreender, a sentir e a ampliar a percepção diante do Universo Mental, possivelmente está bem adiantado em seu grau de desenvolvimento. Aqueles que chegam a um maior domínio da atuação mental podem ser chamados de "Mestres", conseguindo não mais ser atingido pelas Leis, mas sim empregá-las em seu favor, auxiliando no círculo cósmico da Unificação e Transcendência dos seres. 

O estudante deve ter calma diante de uma natural ansiedade em querer "entender tudo de uma vez". O caminho é longo e contínuo, sendo mais bem empreendido quando, com perseverança, prudência e paciência, não desanima diante dos conteúdos que ainda lhe parecem "velados". Assim, seguir em frente é uma das mais eficazes estratégias para chegar aos objetivos maiores, pois o mais provável é que, na sequência dos estudos, o ser aumente sua cosmolucidez, posicionando-se com maior clareza e domínio diante das circunstâncias e desafios que ainda se apresentam.


domingo, 10 de março de 2013

Ressonância Vibratória



Com base nos conhecimentos elevados acerca da Vibração, percebemos que somos como cordas de um instrumento: tornamo-nos harmônicos uns aos outros quando vibramos na mesma frequência. Isso é deveras significativo, na medida em que nos fortalece e amplia o alcance de nossa ressonância. Por outro lado, tal realidade exige um constante estado de alerta, pois da mesma forma que unidos ressoamos com mais vigor, quando um elemento é afetado por uma carga desarmônica, esta tende a repercutir em todo o conjunto.
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É por essa razão que a tentativa de isolamento pode, em uma análise superficial, parecer o caminho mais seguro para se resguardar de influxos desestabilizadores. Essa postura tem sua validade relativa — por exemplo, ao nos afastarmos de certos eventos socioculturais ou de círculos que rebaixem nosso padrão vibratório. Contudo, sob uma perspectiva mais ampla, o isolamento absoluto é ilusório: onde quer que esteja, o ser continuará imerso e cercado por infinitas correntes de frequências.
Nesse sentido, o adágio popular "A união faz a força" encerra um fundamento esotérico profundo e natural. Certas notas são intrinsecamente harmônicas entre si; pertencem a uma mesma faixa que, desdobrando-se em diferentes oitavas, sustenta um efeito contínuo de ressonância mútua — tanto mais intenso quanto mais próxima a nota estiver de sua fundamental na escala cósmica, e tanto mais sutil quanto mais distante se encontrar.
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Ao aproximar essa mecânica da vida cotidiana, compreendemos por que cada indivíduo atua como uma nota viva nesse concerto. Quando um membro de uma família adoece ou desarmoniza, a vibração ecoa nos demais e alcança até aqueles que, mesmo fora do laço sanguíneo, partilham da mesma afinação, como amigos próximos. Em ordens ou grupos filosófico-espirituais, a instabilidade ou o afastamento de um integrante reverbera de imediato em toda a egrégora. No ambiente profissional dá-se o mesmo: cresce o número de organizações que compreendem a importância do equilíbrio vibracional de seus colaboradores, colhendo como resultado direto maior vitalidade, redução de enfermidades e ambientes mais integrados. A Lei da Vibração e seus efeitos de ressonância são universais, infalíveis e regem tudo quanto existe.
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Diante da consciência dessas Leis e do compromisso assumido com a Grande Obra Hermética, impõem-se indagações capitais: Até que ponto a harmonização entre semelhantes é imperativa para a expansão de nossa cosmolucidez? A que forças ou interesses convém a dispersão e a fragilização dessas notas harmônicas, reduzindo-lhes o raio de alcance espiritual? E, por fim, sob uma ótica verdadeiramente iniciática, qual o caminho para blindar e unificar as notas desse "teclado hermético" — que não passa de uma fração consciente do Grande Teclado Cósmico?
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Sinais



Os sinais são grandes lanternas no caminho do busca-dor.

Muitos de nós estamos reencontrando com um antigo conhecimento, por certo, outrora já vivenciado. Nada é por acaso, todo efeito vem de uma causa. Aos poucos a Verdade desse Plano Imanente vem nos sendo desvelada e diante Dela temos a Liberdade de escolher como nos posicionar, mas o iniciado entende sua missão.

Dedicado ao amigo e Instrutor de Hermetismo, Antero Carvalho.





“A Origem dos Mistérios: Mentiras e Verdades”, por Antero Carvalho




Resenha de Priscila Dias

A humanidade está constantemente sendo arrastada pelas marés dos movimentos culturais, dos dogmas religiosos, dos modismos e toda sorte de correntes, que têm o poder de conduzir a mentalidade dos povos. Contudo, desde sempre, existem buscadores, seres que enxergam além do que está posto e visível para a maioria. Essas pessoas, sendo inquietas e questionadoras, trazem sempre, em seu íntimo, algo que as impulsiona em busca da Verdade, da compreensão do quebra-cabeça que tende a confundir o estudante no sentido dos diferentes caminhos, que, se por vezes se relacionam, por tantas outras deixam lacunas e contrapõem-se.

Na presente obra, Antero Carvalho aborda essa questão de forma bastante peculiar. À medida que consegue trazer suas próprias buscas e reflexões como foco da obra, consegue ser profundo e amplo, trazendo a si próprio para perto do leitor, fazendo com que suas descobertas tornem-se objeto de análise.

Demonstra humildade, e retrata a vida de um homem que, movido pelos muitos códigos, veio seguindo pelos caminhos “padrões” da sociedade, mas que, em todo tempo, é atraído e instigado a buscas mais além, sendo com isso levado a um caminho de autotransformação. Aborda a atual crise econômica e social da Europa, como fator que impulsionou seu desenvolvimento, e, por serem esses temas humanos e contemporâneos, estes se adéquam às necessidades de mudanças de qualquer pessoa e da sociedade em geral.

Com propriedade e habilidade, discorre acerca de temas como política e economia, história, religião, ciência, esoterismo e hermetismo. Assuntos místicos e esotéricos, como o Quinto Império, os Templários, Fátima e a Arca da Aliança são elementos que, sem dúvida, excitam um leitor interessado em desvendar os mistérios que permeiam esses temas.

Com efeito, os contos e aforismos abrilhantaram ainda mais com poesia e beleza a construção do livro, são recursos que auxiliaram na revelação de verdades que conduzem o raciocínio do leitor a ampliar suas percepções, e o fazem de forma suave, sutil.

Apesar de afirmar que a Verdade pode violentar aqueles que não estão preparados para conhecê-la, em nenhum momento faz isso, e formula as ideias de forma que um leitor iniciante nessas reflexões tenha algum vislumbre da Verdade, podendo despertar para o anseio de aprofundar e ampliar suas buscas, ao ponto que um leitor mais preparado, um buscador, possa compreender a mensagem, desperte, e se interesse por desvendar a chave que levou o autor a conciliar os paradoxos que lhe haviam sido instaurados em sua busca.

É uma obra instigante em todo seu conjunto; acompanhar a busca do autor é mergulhar nas próprias buscas, dúvidas e reflexões, que quase sempre denotam, em quem as possui, adiantado estado de consciência e lucidez, diante dos mistérios, mentiras e verdades que permeiam nosso existir.




sábado, 2 de março de 2013

Peregrinação da Mente

Priscila Dias

Para amenizar as angústias da mente, é necessário deslocar-se do foco de um ponto específico, pessoal, egoico e ilusório e transportar-se em direção a uma análise mais ampla e profunda, chegando cada vez mais próximo de UMa visão cósmica. Sempre que o exame for localizado e fragmentado estará dentro do dualismo, portanto, limitado. 

Em muitos momentos quando o peregrino tenta libertar-se de algo, volta-se para o foco daquilo que analisa, de modo a mergulhar ainda mais no objeto.  O ser se encontra localizado quando percebe o que analisa. Nesse jogo existencial, o duelo da mente ocorre mediante o embate entre seu querer e os códigos que o oprimem e o aprisionam. Sabendo que os códigos, por si só, não são maus nem bons, simplesmente são, a mente sofre ao perceber os conflitos entre querer libertar-se e o apego diante das necessidades que ainda deseja.

O caminho fica difícil ao peregrino quando este se vê ciente do libertar-se dos códigos e, a partir disso, elevar mais ainda o alcance de sua cosmolucidez. Entretanto, estando inserido em seu contexto sócio-histórico-cultural, se vê envolto de um sistema de condicionamentos que exercem forte influência sobre si. A grande luta está em anular expectativas e livrar-se de modelos culturais dos quais se torna ciente no momento em que reconhece a ilusória influência de fatores externos dominantes representados pelos mais variados códigos sociais.

Quando o peregrino faz aquilo que quer fazer aproxima-se muito da libertação dos códigos. No entanto, no sentido da busca da libertação das ilusões de Universo, é preciso saber distinguir claramente querer genuíno, ou simplesmente o querer, do desejo. O primeiro exprime a autêntica vontade interior de fazer, de agir, enquanto o segundo exprime uma vontade conduzida pelo querer do outro, por exemplo relacionado a imposição de códigos culturais. Nesse processo de distinção o peregrino deve avaliar até que ponto o que sente se liga ao querer ou ao desejar, ou seja, até que ponto valoriza realmente o que sente ou dá importância aos códigos do outro. 

Nessa dinâmica perceptiva deve igualmente saber diferenciar ideais religiosos, culturais ou filosóficos daquilo que realmente sente e quer. A partir de então, pode caminhar de modo mais lúcido em direção a UMa Única Chave, transmutando o olhar de um plano menos isolado e ilusório para o plano Cósmico Transcendental. 

Embora limitada, a percepção mental pode atingir a totalidade da existência no momento em que se der conta e sentir a impossibilidade da real presença do limite entre as coisas. Mesmo ciente de suas limitações  no Universo, o peregrino pode ter acesso a Porta que conduz à Consciência Cósmica. Quando perceber a existência a partir de UM olhar cósmico cada vez mais amplo dará um largo e significativo passo no caminho rumo à Libertação, encontrando e sentindo dentro de si a Realidade Única da Consciência. 

Esse Passo consiste na mais alta graduação do ser na iminência de escapar do mundo das ilusões. É UM momento crucial da mente diante do jogo do existir.