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...Todo encontro É UM reencontro...

domingo, 31 de maio de 2015

O Olho de Hórus e seus Sentidos

Diante de algo manifesto nesse Plano temos sempre duas posições de análise possíveis, o sentido exotérico e o sentido esotérico. Em relação ao Olho de Hórus sabemos ter UM Sentido Cósmico, a medida que se refere à Creação do Universo, onde antigos mestres e sábios passaram a associar UM Olho como símbolo dessa Creação. A linha da VOH evidencia o Olho essencialmente sob esse ponto de vista. Contudo, não deixa de trazer uma interpretação complementar das antigas Escolas de Mistérios do Egito. 

O Olho do Deus Hórus sendo fracionado por seu tio Seth, tem Um Sentido Oculto significativo em que é salutar lembrar que tudo quando se manifesta como UM dentro da Imanência inexoravelmente se desdobrará, ou seja, se fragmentará se forma sétupla, sob a lente do Sete. Assim, essa simbologia dos deuses, apontam esotericamente para a Lei do Desdobramento Sétuplo, a qual naquela tempo ainda estava velada e hoje a V.'.O.'.H.'. vem inspirando a revelação de forma tão mais direta e clara.

Nessa análise dos antigos sacerdotes e estudiosos do antigo Egito, o Olho em cada fração estaria ligado a um sentido, onde um símbolo específico (Olho) representa toda a essência do ser e sua manifestação no mundo, em que cada parte teria um sentido próprio.

    
Esta parte do Símbolo aponta para o nariz e também parece com o nariz. Representa o sentido do olfato.

         Se somarmos ( 0,015625 + 0,03125 + 0,0625 + 0,125 + 0,25 + 0,5 ) teremos = 0,984375 que para o inteiro falta  0,0156250 que é igual a 1/64 e que é justamente a parte perdida do olho reconstituída Magickamente por Thoth, e que representa o Sétimo sentido.
 (TRANSCRITO DO SITE: SYMBOLSITE.COM citado em tema de JLE)

Dentre os sentidos destacados o que pode causar um maior estranhamento é o Sentido do Pensamento, evidenciamos que esse sentido está ligado ao aspecto mental do ser. É um destaque fundamental, afinal o ser é mental e assim como Tudo advém do Pensamento do Deus Creador, por correspondência, em cada pessoa, tudo advém dos seus próprios pensamentos, que irão se manifestar a partir dos seus sentidos vitais, os quais o colocam em contato e associação com o mundo.

O Sétimo Sentido, aquele que estaria perdido, na fração que teria sofrido o Olho de Hórus, diz respeito a Intuição. Ela é o canal de ligação entre o Plano Imanente e o Transcendente. É a ponte entre a Mente e a Consciência Cósmica. É a eterna busca dos seres que querem encontrar o caminho da Libertação de Maia e essa simbologia aponta aos buscadores a direção do Verdadeiro Caminho.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Aos buscadores...


Aos iniciantes na Linha Hermética de Thoth, a orientação primordial é avançar com calma, preservando a tranquilidade e a clareza.

É natural que os buscadores, ao se encantarem com a profundidade dos ensinamentos, tendam ao deslumbramento. Contudo, a tradição de Thoth fundamenta-se na lucidez, no autoexame e no domínio das Leis Cósmicas para aplicá-las sobre si mesmo — um trabalho contínuo de centralização e neutralização que permite escapar dos impactos violentos do Pêndulo Rítmico, operante em tudo quanto há.

Ao longo do tempo dedicado ao estudo do Hermetismo e ao acompanhamento de estudantes, testemunhamos com frequência esse ímpeto desmedido. Aqueles que vão com sede excessiva à fonte e pretendem absorver tudo de uma só vez, cedo ou tarde oscilam para o extremo oposto: afastam-se, adormecem ou se confundem. O Hermetismo não confunde; sua essência é límpida, mas sua força e intensidade transcendem as fronteiras do intelecto. Faz-se mister, portanto, cultivar a prudência para estudar, transmitir e, sobretudo, vivenciar tais preceitos.

O ritmo deve ser gradual e constante. A teoria é acessível e a informação abunda por toda parte; a prática autêntica e o Sentir, no entanto, residem um passo além na Senda. Essa travessia nem sempre se mostra prazerosa ou confortável: o autêntico busca-DOR experimenta a dor inevitável das Verdades Maiores, que desarticulam zonas de conforto e rompem antigos paradigmas, desconstruindo o ser para reedificá-lo em oitavas mais amplas de consciência. Por essa razão, a jornada é paciente, progressiva e ininterrupta.

A chegada de buscadores sinceros é sempre motivo de júbilo: sua presença nos movimenta, renova e revitaliza.

Todo encontro é, em essência, um Reencontro.

Que a serenidade da Luz se faça sentir, integrada à sua Sombra em perfeito equilíbrio e amplidão.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Conhecimento É Sintonia




Somos um em essência. É através das sucessivas experiências que removemos os véus da percepção, rompendo os limites que nos aprisionam no ego para, enfim, acessar as Verdades Universais que conectam tudo o que existe.

O Conhecimento não nos pertence: ele simplesmente É e irradia. Funcionamos como antenas receptoras — quanto mais desobstruída e limpa nossa frequência, com mais clareza podemos captar e compreender. Com o despertar, a Verdade não passa a morar exclusivamente em nós; na realidade, nós nos tornamos mais translúcidos, livres de dogmas, refinando nossa capacidade de sintonia.

Que não busquemos nos apropriar do Conhecimento, mas sintonizar com ele até que nos reconheçamos Nele. Afinal, nunca deixamos de ser a própria Fonte; apenas havíamos esquecido como ver, sentir e compreender.

terça-feira, 26 de maio de 2015

A Chave da Base




A Vontade é uma das emanações do Querer Cósmico: um componente mental que estrutura a percepção do ser diante da existência e direciona sua frequência vibratória. É por meio da vontade lúcida que o indivíduo pode desvencilhar-se dos extremos pendulares rumo à Neutralização — ato que requer elevado grau de autolucidez e profundo domínio da mecânica cósmica.

A Vontade, contudo, não constitui uma Base Universal. Embora componha a tessitura do Cosmos, ela não é o substrato que sustenta os Princípios Herméticos. Para compreender essas Bases, cumpre examinar a estrutura da manifestação sob uma perspectiva didática e lógico-sequencial:

  • O Enunciado Fundamental ("O Todo é Mente; o Universo é Mental"): Expressa a própria existência primordial. Representa a manifestação cosmomental da Força Creadora em sua totalidade una e indivisível. Dele tudo provém; sem a substância da Mente Universal, nenhuma dinâmica subsequente teria palco ou sentido na creação.
  • As Cinco Bases Universais (Condições ou Suportes Ocultos): Representam os alicerces existenciais indispensáveis para a sustentação das Leis na substância manifesta. Os Princípios Herméticos, enquanto dinâmicas em ação sobre o Universo creado, exigem determinados "meios" ontológicos e dimensionais prévios para operarem.
  • Os Princípios Herméticos: São os modos operantes e as dinâmicas ativas (Vibração, Polaridade, Ritmo, Causa e Efeito, Correspondência, Gênero) que regem os fluxos dentro desse arcabouço estruturado.

Como orienta a Venerável Ordem Hermética, não cabe transmitir essas Cinco Bases sob a forma de dogmas ou fórmulas prontas. Constitui tarefa de cada busca-dor desvelá-las mediante o rigor analítico, a intuição desperta e a própria iluminação interior.

A chave reside na autoindagação fundamental: que condições essenciais — ontológicas, espaciais, temporais ou dimensionais — precisam ser estabelecidas de antemão para que a Vibração encontre campo de oscilação, a Polaridade defina seus extremos, o Ritmo trace seu curso e a Causalidade encadeie seus elos?

Que a Luz se apresente aquele que A busca.

Ligação com a Egregora .'. .'. .'.


A VOH é uma Ordem que não busca adeptos, não faz propaganda, não realiza convites nem concede promoções de cargos. Não possui sedes físicas oficiais, tampouco confere cartas de apresentação que autorizem quem quer que seja a falar em seu nome. Ninguém possui legitimidade para se auto intitular Instrutor ou Mestre dessa linhagem; contudo, a Ordem tampouco se ocupará em desmentir ou contestar quem assim o fizer. Cabe unicamente aos buscadores sinceros o discernimento sutil para não se deixarem enganar por falsas aparências. Se conhece quem é autêntico pela autenticidade do que transmite.

Existe um Conselho Mundial da Egrégora da VOH que se reúne periodicamente, encarregado de demandas voltadas à condução de diretrizes mundiais, a fim de que os Objetivos Maiores inspirados por Thoth sejam gradativamente impulsionados em benefício da humanidade. Sobre esse corpo deliberativo, nada mais é lícito revelar.

No que tange à sintonia com essa Egrégora, qualquer estudante genuíno e comprometido com a Senda poderá experimentar sua Vibração, vivenciar iniciações supra sensíveis e acolher símbolos e lampejos de sabedoria originados de uma lucidez crescente — fruto de uma teia de intuições e conexões que ampliam e aprofundam a percepção dia a dia. Com o tempo (este sempre relativo) e o des-envolvimento da consciência, certos portais dessa corrente vão sendo progressivamente descortinados. Encontrar as chaves exatas para destrancar tais acessos constitui o autêntico desafio, indicando o desenvolvimento de verdadeira mestria.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A Conjura do Silêncio e o Terceiro Interesse


A Conjura, vertente do Obscurantismo secular que agiu com mão de ferro em diversos períodos da história humana, opera como uma força sistemática de perseguição e repressão, cujo intuito é bloquear o des-envolvimento espiritual e manter as almas cativas no cativeiro da matéria por meio do silenciamento dos ensinamentos originais da Gnose.

Paralelamente, o Terceiro Interesse manifesta-se por meio de sistemas religiosos e políticos que buscam perpetuar o seu domínio temporal. Para assegurar esse controle, atua distorcendo a verdade e sufocando a liberdade essencial do espírito sob um emaranhado de dogmas e códigos morais complexos. Essa proliferação de leis artificiais aprisiona a humanidade naquilo que resulta entre a transgressão e a culpa. Essa dor profunda do remorso atua como um autêntico repasto energético que sustenta psiquicamente as próprias estruturas de controle do mundo dialético.

Diante do cerco asfixiante dessas forças, tornou-se imperativo que uma minoria de Iniciados, recolhida na Cúpula das Escolas de Mistérios, velasse o Conhecimento Arcano sob a proteção de parábolas, mitos e criptografias. Essa ocultação atendeu a dois propósitos fundamentais: salvaguardar as chaves da Libertação contra a fúria de tiranos e perseguidores e impedir que os grandes mistérios e forças do Cosmos fossem manipulados de forma nefasta por mãos inescrupulosas, preservando a pureza doutrinária para que o buscador sincero pudesse decifrá-la por meio de seu próprio esforço e dedução, quando para tal estiver preparado.

Quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece. - O Caibalion

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Da Divulgação dos Ensinos Herméticos - .'. .'. .'.



Os lábios da sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do entendimento. - O Caibalion

Há muitas variáveis a serem consideradas no questionamento de diversos estudantes sobre a divulgação ampla e aberta dos textos do Mestre Laércio, e nós as estamos considerando. Não negamos a Era do Conhecimento que se aproxima (se aproxima porque ainda não chegou).

No entanto, o que temos neste estágio é, de fato, muita informação, que não corresponde plenamente ao conhecimento. O conhecimento está um grau acima da informação, assim como a sabedoria está em um grau ainda mais elevado, e a cientificação é ainda mais ampla do que a sabedoria.

A informação pode levar ao conhecimento, mas também pode levar à banalização e, o que é mais grave, à deturpação. Podemos nos perguntar ou refletir: a pessoa que acessa o conhecimento não é aquela que já possui um grau de desenvolvimento espiritual que permite tal acesso?

Respondemos: sim e não. O "não" da resposta pode ser facilmente demonstrado pela maioria dos instrutores/facilitadores de Hermetismo que conhecemos. Por diferentes razões, uma pessoa pode ter acesso a determinado conhecimento esotérico sem ter a real preparação para isso, o que pode trazer muitas problemáticas e prejuízos mentais, intelectuais e até espirituais.

Vez ou outra, temos um estudante de Câmaras, principalmente da 2ª e 4ª, que, embora seja acompanhado e esclarecido com dedicação, ainda assim entra em desequilíbrio e precisa, às vezes, de intervenções de diferentes naturezas, inclusive do próprio Conselho Mundial da Ordem sob cuja inspiração estamos. Por isso, a questão não é tão simples.

Quando a resposta é "sim", ainda assim reside uma complexidade perigosa que precisa ser percebida. De fato, aquele que pode acessar o conhecimento é porque já vem desenvolvendo seu grau perceptivo, expandindo sua (cons)ciência ao ponto de assimilar mais. No entanto, o conhecimento é fruto deste plano imanente, é inerente ao universo mental, assim como a cientificação é inerente aos planos mais elevados, os quais sequer podemos analisar.

Dessa forma, se o conhecimento faz parte deste plano, então está sujeito às suas leis, podendo, a partir do uso que lhe é dado, servir ao bem ou ao mal. Não esqueçamos que vivemos em um plano relativo, polarizado e dual. A mesma tecnologia que pode construir equipamentos para descobrir e curar doenças, por exemplo, também pode ser usada para construir uma bomba nuclear e destruir nações, e até a espécie humana.

De que forma o conhecimento mental-espiritual pode ser usado negativamente? De muitas formas. Já aconteceu muitas vezes na história da humanidade e até hoje acontece em um nível ou outro. Os Conhecimentos Arcanos abrem portas inimagináveis para a percepção comum, que neste caso pode ser representada também por mentes intelectualmente privilegiadas, mas espiritualmente sem equivalência.

É por isso, e por muito mais, que a questão da livre e ampla divulgação da extensa, valiosa e iniciática obra do V.I.J.L.E. não é nada simples. Por outro lado, não estamos promovendo o velamento dos ensinos. Pelo contrário, alguns grupos têm trabalhado com seriedade e dedicação por esta causa. Estamos estudando melhores formas de expandir o alcance desses ensinamentos, mas de maneira gradual e responsável.

Para isso, estamos buscando contribuir para que mais pessoas possam se aproximar desse trabalho. Fazemos o melhor que podemos, visto que também estamos todos em formação diante do Grande Mestre THOTH. O trabalho é contínuo, gradual, para a frente e para o alto, conforme nos orienta nosso amado Mestre José Laércio do Egito, que, com este zelo, dedicação e responsabilidade, vem nos ensinando.

Quem tem olhos que veja e enxergue. Quem tem coração que sinta.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Lua




A Lua é uma das mais fortes manifestações da natureza. Em sua essência, ela nos domina e nos rege com sua força maior. Por outro lado, a partir do conhecimento de seu poder e da sabedoria em aplicá-lo, ela nos confere a chave para caminhar de forma mais lúcida e clara pela vida.

Ela potencializa os sentimentos e a vibração. Se formos sábios, agiremos sempre em consonância com ela para obter os melhores resultados, o que se realiza por meio da focalização mental.

Na Lua Nova, é o momento de focar no que se quer renovar e, principalmente, iniciar. Na Lua Crescente, a concentração volta-se para as coisas que precisam crescer, aumentar, revigorar e fortalecer. Com a Lua Cheia, ocorre o ápice. É preciso focar no que há de bom em si para se potencializar; em um relacionamento, por exemplo, é a hora de focar nas qualidades da pessoa, naquilo que nos faz amá-la, pois focar nos conflitos tende a dar a eles uma proporção desmedida. Em uniões afetivas, a Lua Cheia pode ser vista também como um momento de melhoria: quando dois seres, em sintonia e com sinceridade, dispõem-se a analisar a relação e chegam a um acordo sobre o que precisam eliminar de suas vidas para, então, juntos, focalizarem na Lua Minguante e nos propósitos traçados. Já a Lua Minguante, velha sábia, tem o poder de arrefecer euforias, trazendo sobriedade e serenidade, capaz de dissipar o que estiver atrapalhando a relação.

Esse estado de focalização mental com a Lua é um alto grau de sabedoria. Denota a presença do "Eu" desperto no aqui e agora, como regente e maestro da própria existência.

Um maestro utiliza o potencial de sua orquestra para compor uma harmoniosa peça musical. Ele sabe o momento exato e os instrumentos adequados para conduzir o som ao ápice, ao êxtase, assim como sabe, delicadamente, baixar a intensidade, silenciar e acalmar a melodia em uma alternância contínua de ritmos que, em conjunto, constroem uma verdadeira obra de arte. Assim se torna a vida de cada ser humano quando, liberto da condição de ser apenas regido, assume o papel de regente. O Conhecimento possibilita o primeiro passo, mas é a Sabedoria que consagra o verdadeiro mestre de si mesmo.