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...Todo encontro É UM reencontro...

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Lua




A Lua é uma das mais fortes manifestações da natureza. Em sua essência, ela nos domina e nos rege com sua força maior. Por outro lado, a partir do conhecimento de seu poder e da sabedoria em aplicá-lo, ela nos confere a chave para caminhar de forma mais lúcida e clara pela vida.

Ela potencializa os sentimentos e a vibração. Se formos sábios, agiremos sempre em consonância com ela para obter os melhores resultados, o que se realiza por meio da focalização mental.

Na Lua Nova, é o momento de focar no que se quer renovar e, principalmente, iniciar. Na Lua Crescente, a concentração volta-se para as coisas que precisam crescer, aumentar, revigorar e fortalecer. Com a Lua Cheia, ocorre o ápice. É preciso focar no que há de bom em si para se potencializar; em um relacionamento, por exemplo, é a hora de focar nas qualidades da pessoa, naquilo que nos faz amá-la, pois focar nos conflitos tende a dar a eles uma proporção desmedida. Em uniões afetivas, a Lua Cheia pode ser vista também como um momento de melhoria: quando dois seres, em sintonia e com sinceridade, dispõem-se a analisar a relação e chegam a um acordo sobre o que precisam eliminar de suas vidas para, então, juntos, focalizarem na Lua Minguante e nos propósitos traçados. Já a Lua Minguante, velha sábia, tem o poder de arrefecer euforias, trazendo sobriedade e serenidade, capaz de dissipar o que estiver atrapalhando a relação.

Esse estado de focalização mental com a Lua é um alto grau de sabedoria. Denota a presença do "Eu" desperto no aqui e agora, como regente e maestro da própria existência.

Um maestro utiliza o potencial de sua orquestra para compor uma harmoniosa peça musical. Ele sabe o momento exato e os instrumentos adequados para conduzir o som ao ápice, ao êxtase, assim como sabe, delicadamente, baixar a intensidade, silenciar e acalmar a melodia em uma alternância contínua de ritmos que, em conjunto, constroem uma verdadeira obra de arte. Assim se torna a vida de cada ser humano quando, liberto da condição de ser apenas regido, assume o papel de regente. O Conhecimento possibilita o primeiro passo, mas é a Sabedoria que consagra o verdadeiro mestre de si mesmo.

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