Aos iniciantes na Linha Hermética de Thoth, a orientação primordial é avançar com calma, preservando a tranquilidade e a clareza.
É natural que os buscadores, ao se encantarem com a profundidade dos ensinamentos, tendam ao deslumbramento. Contudo, a tradição de Thoth fundamenta-se na lucidez, no autoexame e no domínio das Leis Cósmicas para aplicá-las sobre si mesmo — um trabalho contínuo de centralização e neutralização que permite escapar dos impactos violentos do Pêndulo Rítmico, operante em tudo quanto há.
Ao longo do tempo dedicado ao estudo do Hermetismo e ao acompanhamento de estudantes, testemunhamos com frequência esse ímpeto desmedido. Aqueles que vão com sede excessiva à fonte e pretendem absorver tudo de uma só vez, cedo ou tarde oscilam para o extremo oposto: afastam-se, adormecem ou se confundem. O Hermetismo não confunde; sua essência é límpida, mas sua força e intensidade transcendem as fronteiras do intelecto. Faz-se mister, portanto, cultivar a prudência para estudar, transmitir e, sobretudo, vivenciar tais preceitos.
O ritmo deve ser gradual e constante. A teoria é acessível e a informação abunda por toda parte; a prática autêntica e o Sentir, no entanto, residem um passo além na Senda. Essa travessia nem sempre se mostra prazerosa ou confortável: o autêntico busca-DOR experimenta a dor inevitável das Verdades Maiores, que desarticulam zonas de conforto e rompem antigos paradigmas, desconstruindo o ser para reedificá-lo em oitavas mais amplas de consciência. Por essa razão, a jornada é paciente, progressiva e ininterrupta.
A chegada de buscadores sinceros é sempre motivo de júbilo: sua presença nos movimenta, renova e revitaliza.
Todo encontro é, em essência, um Reencontro.
Que a serenidade da Luz se faça sentir, integrada à sua Sombra em perfeito equilíbrio e amplidão.
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