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...Todo encontro É UM reencontro...

terça-feira, 2 de junho de 2015

Pensamento e envolvimento



O Pensamento manifesta-se como um atributo mecânico do intelecto no plano imanente, enquanto na Transcendência ele se converte em um sentido superior de captação direta: a própria Intuição. Sob o jugo de um Universo regido por leis implacáveis, a nossa capacidade intelectiva permite que naveguemos pelas correntes do pensamento, desbravando as incontáveis possibilidades e níveis de manifestação que nos circundam.

Pela Lei da Correspondência, o pensamento é a ação dinâmica e exploradora do nosso anseio essencial de conhecer, experimentar e dominar o Cosmos. Trata-se de um reflexo microcósmico do que a Mente Creadora (Noûs) representa perante a Consciência Cósmica: o desdobramento do Ilimitado em frações limitadas para que o Todo possa se contemplar. Agimos e pensamos por meio desses atributos restritos, espelhando de forma fragmentada a magnitude livre e infinita do Ser.

Embora sejamos essencialmente Unos, expressamo-nos como multiplicidade no Tonal. E, sendo o Universo manifesto estruturado puramente por faixas de Vibração, o pensamento também compartilha dessa natureza energética. Nele, somos emissores e receptores, influenciando e sofrendo influências das egrégoras e mentes que nos cercam. Influenciar de forma direcionada exige um domínio profundo da energia sutil; por outro lado, ser influenciado depende inteiramente do nosso grau de identificação e apego ao elemento que nos é projetado.

A imunidade aos influxos externos reside no despertar do Observador. Quanto mais o buscador sustenta o estado de vigília sob o íntimo comando do "Eu Sou Eu Observando", mais ele se desvincula das correntes ideológicas, filosóficas, sociais e egrégoras religiosas geradas pelo sistema dialético. Ao assumir a postura de testemunha silenciosa, ele deixa de se misturar ao cenário percebido, desarmando o automatismo da mente.

Contudo, à medida que desvelamos as camadas deste mistério, deparamo-nos com uma verdade inquietante: enquanto o espírito estiver perceptivamente envolvido pela Imanência e seu Jogo Cósmico, ele estará, em algum grau, identificado com as estruturas do sistema. A própria individualidade é um limite que exige o envoltório mental para subsistir. Enquanto formos tentáculos da Consciência Cósmica operando na criação, estaremos atrelados a alguma forma de identificação — ainda que essa identificação seja com a grandiosa visualização da própria Mente Creadora.

domingo, 31 de maio de 2015

O Olho de Hórus e seus Sentidos

Diante de algo manifesto nesse Plano temos sempre duas posições de análise possíveis, o sentido exotérico e o sentido esotérico. Em relação ao Olho de Hórus sabemos ter UM Sentido Cósmico, a medida que se refere à Creação do Universo, onde antigos mestres e sábios passaram a associar UM Olho como símbolo dessa Creação. A linha da VOH evidencia o Olho essencialmente sob esse ponto de vista. Contudo, não deixa de trazer uma interpretação complementar das antigas Escolas de Mistérios do Egito. 

O Olho do Deus Hórus sendo fracionado por seu tio Seth, tem Um Sentido Oculto significativo em que é salutar lembrar que tudo quando se manifesta como UM dentro da Imanência inexoravelmente se desdobrará, ou seja, se fragmentará se forma sétupla, sob a lente do Sete. Assim, essa simbologia dos deuses, apontam esotericamente para a Lei do Desdobramento Sétuplo, a qual naquela tempo ainda estava velada e hoje a V.'.O.'.H.'. vem inspirando a revelação de forma tão mais direta e clara.

Nessa análise dos antigos sacerdotes e estudiosos do antigo Egito, o Olho em cada fração estaria ligado a um sentido, onde um símbolo específico (Olho) representa toda a essência do ser e sua manifestação no mundo, em que cada parte teria um sentido próprio.

    
Esta parte do Símbolo aponta para o nariz e também parece com o nariz. Representa o sentido do olfato.

         Se somarmos ( 0,015625 + 0,03125 + 0,0625 + 0,125 + 0,25 + 0,5 ) teremos = 0,984375 que para o inteiro falta  0,0156250 que é igual a 1/64 e que é justamente a parte perdida do olho reconstituída Magickamente por Thoth, e que representa o Sétimo sentido.
 (TRANSCRITO DO SITE: SYMBOLSITE.COM citado em tema de JLE)

Dentre os sentidos destacados o que pode causar um maior estranhamento é o Sentido do Pensamento, evidenciamos que esse sentido está ligado ao aspecto mental do ser. É um destaque fundamental, afinal o ser é mental e assim como Tudo advém do Pensamento do Deus Creador, por correspondência, em cada pessoa, tudo advém dos seus próprios pensamentos, que irão se manifestar a partir dos seus sentidos vitais, os quais o colocam em contato e associação com o mundo.

O Sétimo Sentido, aquele que estaria perdido, na fração que teria sofrido o Olho de Hórus, diz respeito a Intuição. Ela é o canal de ligação entre o Plano Imanente e o Transcendente. É a ponte entre a Mente e a Consciência Cósmica. É a eterna busca dos seres que querem encontrar o caminho da Libertação de Maia e essa simbologia aponta aos buscadores a direção do Verdadeiro Caminho.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Aos buscadores...


Aos iniciantes na Linha Hermética de Thoth, a orientação primordial é avançar com calma, preservando a tranquilidade e a clareza.

É natural que os buscadores, ao se encantarem com a profundidade dos ensinamentos, tendam ao deslumbramento. Contudo, a tradição de Thoth fundamenta-se na lucidez, no autoexame e no domínio das Leis Cósmicas para aplicá-las sobre si mesmo — um trabalho contínuo de centralização e neutralização que permite escapar dos impactos violentos do Pêndulo Rítmico, operante em tudo quanto há.

Ao longo do tempo dedicado ao estudo do Hermetismo e ao acompanhamento de estudantes, testemunhamos com frequência esse ímpeto desmedido. Aqueles que vão com sede excessiva à fonte e pretendem absorver tudo de uma só vez, cedo ou tarde oscilam para o extremo oposto: afastam-se, adormecem ou se confundem. O Hermetismo não confunde; sua essência é límpida, mas sua força e intensidade transcendem as fronteiras do intelecto. Faz-se mister, portanto, cultivar a prudência para estudar, transmitir e, sobretudo, vivenciar tais preceitos.

O ritmo deve ser gradual e constante. A teoria é acessível e a informação abunda por toda parte; a prática autêntica e o Sentir, no entanto, residem um passo além na Senda. Essa travessia nem sempre se mostra prazerosa ou confortável: o autêntico busca-DOR experimenta a dor inevitável das Verdades Maiores, que desarticulam zonas de conforto e rompem antigos paradigmas, desconstruindo o ser para reedificá-lo em oitavas mais amplas de consciência. Por essa razão, a jornada é paciente, progressiva e ininterrupta.

A chegada de buscadores sinceros é sempre motivo de júbilo: sua presença nos movimenta, renova e revitaliza.

Todo encontro é, em essência, um Reencontro.

Que a serenidade da Luz se faça sentir, integrada à sua Sombra em perfeito equilíbrio e amplidão.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Conhecimento É Sintonia




Somos um em essência. É através das sucessivas experiências que removemos os véus da percepção, rompendo os limites que nos aprisionam no ego para, enfim, acessar as Verdades Universais que conectam tudo o que existe.

O Conhecimento não nos pertence: ele simplesmente É e irradia. Funcionamos como antenas receptoras — quanto mais desobstruída e limpa nossa frequência, com mais clareza podemos captar e compreender. Com o despertar, a Verdade não passa a morar exclusivamente em nós; na realidade, nós nos tornamos mais translúcidos, livres de dogmas, refinando nossa capacidade de sintonia.

Que não busquemos nos apropriar do Conhecimento, mas sintonizar com ele até que nos reconheçamos Nele. Afinal, nunca deixamos de ser a própria Fonte; apenas havíamos esquecido como ver, sentir e compreender.

terça-feira, 26 de maio de 2015

A Chave da Base




A Vontade é uma das emanações do Querer Cósmico: um componente mental que estrutura a percepção do ser diante da existência e direciona sua frequência vibratória. É por meio da vontade lúcida que o indivíduo pode desvencilhar-se dos extremos pendulares rumo à Neutralização — ato que requer elevado grau de autolucidez e profundo domínio da mecânica cósmica.

A Vontade, contudo, não constitui uma Base Universal. Embora componha a tessitura do Cosmos, ela não é o substrato que sustenta os Princípios Herméticos. Para compreender essas Bases, cumpre examinar a estrutura da manifestação sob uma perspectiva didática e lógico-sequencial:

  • O Enunciado Fundamental ("O Todo é Mente; o Universo é Mental"): Expressa a própria existência primordial. Representa a manifestação cosmomental da Força Creadora em sua totalidade una e indivisível. Dele tudo provém; sem a substância da Mente Universal, nenhuma dinâmica subsequente teria palco ou sentido na creação.
  • As Cinco Bases Universais (Condições ou Suportes Ocultos): Representam os alicerces existenciais indispensáveis para a sustentação das Leis na substância manifesta. Os Princípios Herméticos, enquanto dinâmicas em ação sobre o Universo creado, exigem determinados "meios" ontológicos e dimensionais prévios para operarem.
  • Os Princípios Herméticos: São os modos operantes e as dinâmicas ativas (Vibração, Polaridade, Ritmo, Causa e Efeito, Correspondência, Gênero) que regem os fluxos dentro desse arcabouço estruturado.

Como orienta a Venerável Ordem Hermética, não cabe transmitir essas Cinco Bases sob a forma de dogmas ou fórmulas prontas. Constitui tarefa de cada busca-dor desvelá-las mediante o rigor analítico, a intuição desperta e a própria iluminação interior.

A chave reside na autoindagação fundamental: que condições essenciais — ontológicas, espaciais, temporais ou dimensionais — precisam ser estabelecidas de antemão para que a Vibração encontre campo de oscilação, a Polaridade defina seus extremos, o Ritmo trace seu curso e a Causalidade encadeie seus elos?

Que a Luz se apresente aquele que A busca.

Ligação com a Egregora .'. .'. .'.


A VOH é uma Ordem que não busca adeptos, não faz propaganda, não realiza convites nem concede promoções de cargos. Não possui sedes físicas oficiais, tampouco confere cartas de apresentação que autorizem quem quer que seja a falar em seu nome. Ninguém possui legitimidade para se auto intitular Instrutor ou Mestre dessa linhagem; contudo, a Ordem tampouco se ocupará em desmentir ou contestar quem assim o fizer. Cabe unicamente aos buscadores sinceros o discernimento sutil para não se deixarem enganar por falsas aparências. Se conhece quem é autêntico pela autenticidade do que transmite.

Existe um Conselho Mundial da Egrégora da VOH que se reúne periodicamente, encarregado de demandas voltadas à condução de diretrizes mundiais, a fim de que os Objetivos Maiores inspirados por Thoth sejam gradativamente impulsionados em benefício da humanidade. Sobre esse corpo deliberativo, nada mais é lícito revelar.

No que tange à sintonia com essa Egrégora, qualquer estudante genuíno e comprometido com a Senda poderá experimentar sua Vibração, vivenciar iniciações supra sensíveis e acolher símbolos e lampejos de sabedoria originados de uma lucidez crescente — fruto de uma teia de intuições e conexões que ampliam e aprofundam a percepção dia a dia. Com o tempo (este sempre relativo) e o des-envolvimento da consciência, certos portais dessa corrente vão sendo progressivamente descortinados. Encontrar as chaves exatas para destrancar tais acessos constitui o autêntico desafio, indicando o desenvolvimento de verdadeira mestria.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A Conjura do Silêncio e o Terceiro Interesse


A Conjura, vertente do Obscurantismo secular que agiu com mão de ferro em diversos períodos da história humana, opera como uma força sistemática de perseguição e repressão, cujo intuito é bloquear o des-envolvimento espiritual e manter as almas cativas no cativeiro da matéria por meio do silenciamento dos ensinamentos originais da Gnose.

Paralelamente, o Terceiro Interesse manifesta-se por meio de sistemas religiosos e políticos que buscam perpetuar o seu domínio temporal. Para assegurar esse controle, atua distorcendo a verdade e sufocando a liberdade essencial do espírito sob um emaranhado de dogmas e códigos morais complexos. Essa proliferação de leis artificiais aprisiona a humanidade naquilo que resulta entre a transgressão e a culpa. Essa dor profunda do remorso atua como um autêntico repasto energético que sustenta psiquicamente as próprias estruturas de controle do mundo dialético.

Diante do cerco asfixiante dessas forças, tornou-se imperativo que uma minoria de Iniciados, recolhida na Cúpula das Escolas de Mistérios, velasse o Conhecimento Arcano sob a proteção de parábolas, mitos e criptografias. Essa ocultação atendeu a dois propósitos fundamentais: salvaguardar as chaves da Libertação contra a fúria de tiranos e perseguidores e impedir que os grandes mistérios e forças do Cosmos fossem manipulados de forma nefasta por mãos inescrupulosas, preservando a pureza doutrinária para que o buscador sincero pudesse decifrá-la por meio de seu próprio esforço e dedução, quando para tal estiver preparado.

Quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece. - O Caibalion