O estado de presença não é um ponto rotineiro a alcançar, mas quando se chega a ele, sente-se uma integração natural, clara e dissolvida. No instante em que a mente tenta entrar nessa presença querendo analisá-la, julgá-la ou defini-la, deixa de se dissolver nela, e inicia logo a tagarelice mental, ainda que seja uma mente mais atenta.
Por vezes, a observação nesse patamar atinge tamanha claridade que as sombras emergem e revelam as máscaras que habitam o ser, como curativos que cobrem feridas, ataduras que sustentam fraturas e analgésicos amenizam as dores.
Nessa claridade, revela-se todo o programa e a estrutura que a mente organiza em torno de si para continuar a manifestar-se e a existir. Revela-se e então uma dupla camada, sendo que uma delas nem chega a ser uma camada, mas sim aquilo que a transpõe.
Em tão alta dimensão a dualidade persiste? Ainda há paradoxos a serem reconciliados?
Sim...apenas para mostrar como o Uno se disfarça de Múltiplo no grande Teatro da Existência. Nessa claridade, revela-se todo o programa e a programação que a Mente organiza em torno de si para continuar a manifestar-se e a existir. Revela-se nessa altura então uma dupla camada, sendo que uma delas nem chega a ser uma camada, mas sim aquilo que a transpõe...
Binah e Hockmah são polaridades divinas, mas que transcendem a perspectiva dualista a medida que compõe a Unidade da Consciência Cósmica manifesta. Nesse nível mal e bem conforme atribuímos na relatividade não tem nenhum sentido. A Polaridade pode ser melhor entendida sob o prisma das forças Centrípeta/Centrifuga que manifestam o Universo...
Nesse nível a visão não se torna, a visão É.
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