O céu observa pelo seu próprio olho,
que é o próprio céu.
Se aberto, enxerga padrões e constelações,
nuvens alvas e céleres,
outras escuras, densas e lentas.
No entremeio, avista corpos luminosos que pulsam e cintilam.
Se aproxima o foco,
testemunha as tramas da matéria,
as reações químicas e os seus desdobramentos vivos.
Vê a Terra envolvida em camadas sutis
onde os elementos dançam e geram existência!
Ali surgem criaturas incontáveis,
todas contemplam o céu,
mas raras são as que de fato percebem.
O céu, se fechado, enxerga o imanifesto,
em última análise é o próprio imanifesto,
que sob as camadas dos véus transcendentais
repousa, eternamente, em sua natureza.
Mistério para o manifesto é conhecer, entender o imanifesto,
pois isso só pode se dar se o manifesto tornar-se imanifesto,
e assim jamais enquanto manifesto saberá...
Melhor "deixar pra lá"
e pulsar no Olho aberto do Céu.
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