A lógica sempre apresentará falácias, pois tende a tomar padrões por absolutos, quando na verdade vivemos num plano relativo e dinâmico. A mente funciona de forma lógica. Todos os dias, ao abrir os olhos e ver o teto ou a parede, ao pisar o chão e tomar o café, é a lógica que organiza tudo na nossa mente, conferindo-nos uma sensação de segurança e solidez perante a realidade aparente.
Essa lógica é tão forte e objetiva que a partilhamos colectivamente, alicerçando sociedades, narrativas e culturas que são transmitidas de geração em geração.
A consciência, por outro lado, transcende a lógica: ela acolhe o raciocínio, mas não se confina a limites nem a padrões mentais. É precisamente por isso que o ser humano não está condenado a um único molde de vida; pode mudar, transformar-se e expandir-se, o mesmo acontecendo com as sociedades. Ainda assim, a lógica, companheira inseparável da mente, permanece sempre em cena, estabelecendo relações e ressignificando a experiência.
O verdadeiro buscador precisa de compreender esses mecanismos lógicos para colocá-los a favor da sua evolução, em vez de se deixar escravizar por eles.
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