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...Todo encontro É UM reencontro...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Reflexão sobre o Princípio da Polaridade



“A Harmonia é o Equilíbrio dos opostos” 

Eliphas Levi


O Princípio da Polaridade é uma Lei Universal, que conforme o CAIBALION afirma: "Tudo é Duplo; tudo tem dois polos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados."

Mostrando também que a Dualidade é a realidade deste Plano que vivemos, nos impondo e nos proporcionando viver experiências úteis e necessárias para nosso desenvolvimento Espiritual que seria impraticável na unicidade onde tudo é UM não existindo a diversidade tão importante para tornar nossa estadia neste Plano mais agradável. Imaginemos por exemplo vivendo em um lugar parecido com o Polo Norte e poderemos ter uma noção imperfeita, mas válida, pois existiria apenas a cor branca e a paisagem sendo uma só, não importaria para onde dirigíssemos nossa visão, perceberíamos sempre os mesmos tons e em poucos dias sentiríamos grande tédio e a existência se tornaria monótona e desagradável se não insuportável, sendo então a diversidade essencial para tornar suportável nossa permanência neste plano, pois assim passamos a ter o Direito de poder Admirar a Natureza em suas infinitas possibilidades e nuanças de cores, tons, formas e sabores... Sendo a descontinuidade a base para a manifestação de toda diversidade deste plano, possibilitando que tudo se polarize e nossos sentidos se tornem mensageiros de toda esta festa que se apresenta no universo.

O Princípio da Polaridade afirmando que tudo é duplo, que tudo tem dois polos, tudo tem um oposto e que este oposto é apenas um dos lados da mesma moeda e que a diferença é tão simplesmente o grau como se apresenta à nossa percepção, sendo um bom exemplo o calor e o frio, onde não existe no termômetro um limite demarcando onde começa o frio e termina o calor e vice-versa e sim graus diversos dentro de uma escala onde podemos hipoteticamente localizar este bi polo calor/frio.

A Polaridade está presente e se manifesta tanto no plano físico como também no Mental e como exemplo temos o Ódio e o Amor que são dois estados mentais opostos, onde também podemos perceber graus diferenciados decrescentes e crescente tal qual a escala calor/frio mostrando que também são duas faces de uma mesma moeda, podemos assim perceber graus diferentes onde o igual e o desigual muitas vezes se confundem e se fundem, dependendo apenas do olhar do Observador.

Quero, no entanto dizer que explicar o que seja o Princípio da Polaridade não é meu objetivo nesta reflexão e sim mostrar como compreendo e observo este Princípio agir neste plano e especificamente em minha Vida e como posso aproveitar e usá-lo em benefício de meu desenvolvimento espiritual, ou seja como aplicar o conhecimento desta Lei Universal na minha Vida prática, na rotina do meu dia-a-dia, pois compreendo que apenas ter um conhecimento a nível de informação é o mesmo que ter uma ferramenta sem uso, sendo apenas perda de tempo e recursos ocasionando perda de Energia vital por mal administração.

Com o conhecimento do Princípio da Polaridade podemos conseguir a transmutação de estados mentais o que é de extrema utilidade para nossa Vida, imaginemos uma situação onde percebendo que a raiva esteja se apresentando e com o uso do nosso querer ardente possamos alterar esta polaridade gradativamente em direção ao seu polo oposto (calma), imaginemos ainda uma situação onde alguma Pessoa esteja na Polaridade Raiva e nós com o conhecimento deste Princípio possamos usar o querer através não só do pensamento, mas também de Palavras que possibilitem através da indução mental retirar a Pessoa da polaridade raiva para a polaridade calma evitando sofrimentos indesejáveis, podemos do mesmo modo usar esta Lei para transmutar outros estados mentais indesejáveis em seu oposto, ficando assim demonstrado que é possível através da força do querer verdadeiro alterar gradualmente os estados mentais através da mudança das Vibrações mentais o que pode também transformar uma Pessoa medrosa em uma Pessoa mais corajosa ou uma preguiçosa em uma mais ativa, transformando assim uma existência.

Isto não quer dizer que o mesmo possa ser feito em relação a classes diferentes e sim em polaridades de mesma classe, ex. o ódio pode ser transmutado em amor, mas não pode ser em calma ou para quente e assim por diante, tem que ser feito entre as faces da mesma moeda.

Conhecendo-se profundamente uma Lei, pode-se fazer uso da mesma para atender aos objetivos desejados, mas mesmo não tendo ainda seu conhecimento pleno podemos conseguir algum sucesso em sua aplicação e assim, ao mesmo tempo que aprendemos, podemos também iniciar a Prática destes Ensinos, que são de Thoth e que nos dará a chave para a Liberdade.

Carlos Meneguitte

As Falácias da Lógica


A lógica sempre apresentará falácias, pois tende a tomar padrões por absolutos, quando na verdade vivemos num plano relativo e dinâmico. A mente funciona de forma lógica. Todos os dias, ao abrir os olhos e ver o teto ou a parede, ao pisar o chão e tomar o café, é a lógica que organiza tudo na nossa mente, conferindo-nos uma sensação de segurança e solidez perante a realidade aparente.

​Essa lógica é tão forte e objetiva que a partilhamos colectivamente, alicerçando sociedades, narrativas e culturas que são transmitidas de geração em geração.

​A consciência, por outro lado, transcende a lógica: ela acolhe o raciocínio, mas não se confina a limites nem a padrões mentais. É precisamente por isso que o ser humano não está condenado a um único molde de vida; pode mudar, transformar-se e expandir-se, o mesmo acontecendo com as sociedades. Ainda assim, a lógica, companheira inseparável da mente, permanece sempre em cena, estabelecendo relações e ressignificando a experiência.

​O verdadeiro buscador precisa de compreender esses mecanismos lógicos para colocá-los a favor da sua evolução, em vez de se deixar escravizar por eles.


Reflexão Primeira Câmara - Claudio Macena



A respeito da Primeira Câmara
Percorrer a Primeira Câmara é um dos melhores estudos que já pude fazer na vida, assim sendo quero aqui discorrer sobre o que aprendi e entendo das vinte Palestras do Saudoso Mestre José Laércio do Egito.
Inicialmente, o raciocínio que temos desenvolvido nos conduz à admissão da existência teórica de dois mundos, sendo um deles imanente, ou seja, resultante da creação, e o outro transcendente, a-quele a partir do qual procedeu a creação.
Segundo as Doutrinas Tradicionais, houve o surgimento de uma Luz no início dos tempos, assim, no início deste universo manifestou-se uma Energia, uma Luz, à qual as doutrinas oriundas do pensamento védico chamam de Brahma; as Judaico-cristãs, de Deus Pai.
Neste sentido, que ocorreu na creação não foi um desdobramento do UM (Pai) gerar o DOIS (Khristos) e este gerar o TRÊS (Sophia), mas sim o UM e sua dupla polaridade.
As duas qualificações Satanás e Deus são apenas polarizações do UM manifesto. Como o Um está presente em tudo, conseqüentemente as duas polaridades igualmente estão presentes em tudo, em todos os seres, em todas as pessoas. Isso o Taoísmo expressa no seu símbolo – o Tei Gi – que mostra um circulo com duas metades, uma escura com um ponto claro, e uma clara com ponto escuro. Na luz há a treva e na treva há a Luz.
A descida implicou na atenuação de todas as qualidades inerentes. Vamos nos fixar em duas delas. O grau de pureza e o grau de sabedoria, que na linguagem gnóstica valentiniana são definidos respecti-vamente por “Khristos” e “Sophia”. Em outras palavras, a queda dos espíritos implicou num envolvimento, em outras palavras, as qualidades primordiais, intrínsecas, dos espíritos mantiveram-se no âmago do ser, mas foram “envolvidos” por “véus” que limitaram, que atenuaram, confinaram, e limitaram todas as qualidades iniciais.
Sabemos que as encarnações sucessivas têm duas fases bem distintas. Uma delas diz respeito ao desenvolvimento espiritual a outra à evolução espiritual. A conscientização do mundo é o que representa a Evolução Espiritual, enquanto abandono dos envolvimentos representa o Desenvolvimento Espiritual. O Desenvolvimento Espiritual diz da pureza, da purificação.
E assim conhecemos um pouco mais a respeito de Hermes Trismegisto e Thot, dos Princípios Herméticos, o Hermetismo vê Deus na manifestação das Leis da Natureza e, por isso, elas são consideradas sagradas. da Cabala descobrimos que o Hermetismo considera a Cabala como parte dos ensinamentos de Thoth, e assim chegamos a conclusão que Este mundo é na verdade aquilo que se pode chamar de “A Grande Maya”, e a única forma de sair é buscando conhecer e obedecer as leis universais, com o auxílio de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Irmão Claudio Macena::

Viver em Equilíbrio


O VIVER EM EQUILÍBRIO

Depois de ter recebido a ultima palestra da Primeira Câmara, onde foi abordado vários assuntos sendo que alguns desses assuntos por si só é motivo para anos de estudo. Pensando no tempo despendido na energia necessária para isso e nos sacrifícios que os estudos acarretam ... 

Opa! Nessa hora começa o desânimo! O oposto do ânimo. Cuidado nessa hora! É nesse momento que a mente se sintoniza com a fase descendente da Força.

É nessa ocasião que deixamos de fazer algo ou continuar fazendo algo que consideramos importante por achar a tarefa intransponível. 
Essa é uma ocasião bem apropriada para fazer um levantamento da nossa vida. Com os inúmeros questionamentos do tipo : O que quero para esta existência? Como viver esta existência da melhor forma. Lembrando que a melhor forma de viver a existência para cada um é diferente. 

Nesse encadeamento de ideias cito como exemplo o Princípio da Polaridade. E como meta todos os dias em todos os meus atos, pensamentos, procuro lembrar desse Princípio e aplica-lo. Mas como? Aproximando as polaridades. Quando sinto desanimo imediatamente procuro lembrar que essa atitude, esse sentimento nos afasta da outra polaridade – animo. Porque caso não aproxime a polaridade – animo a polaridade desanimo, ou seja, não saia da fase descendente, pelo Princípio da Vibração cria-se algo negativo e que pelo Princípio da Causa e Efeito, será gerada nova condição de desanimo, gerando assim, mais coisas a ser descartadas, como consequência mais energia a ser dispendida. E nesta existência-Mundo Imanente que tem um começo e um fim o Tempo dispendido é relevante, ficando assim bem demorado a Libertação. 

Alguém pode dizer mas como inverter a condição desanimo para a condição animo? Primeiramente pelo querer. Neste caso aqui é controlar o Principio da Polaridade de forma que ele não se expanda para os extremos.

Esse querer intenso, para aproximar as polaridades nos coloca em sintonia com a extremidade animo, ficando esta bem ampliada, de forma que a extremidade desanimo fique quase que anulada, pela aproximação das polaridades. Esse caminho para ascender de Malkut para Kether seria pelo caminho do meio. Coluna do Equilibrio.

Isto não é fácil. Mas é possível. Neste método de ascensão pelo Caminho do Meio. Parte-se da premissa que devemos conhecer bem os Princípios Herméticos, e saber as implicações por não querer, ou não saber usá-los. Pois , conhecendo –os e aplicando-os, pode-se conseguir o feito de permanecer na Coluna do Meio, ou seja, nem próximo da coluna do Rigor nem próximo da Coluna da Misericórdia.

Porque permanecer o máximo que puder na Coluna do Equilibrio. Porque se permanecermos muito próximo da Coluna do Rigor, ficamos na descendência, ou queda acentuada, muito difícil de fazer a reversão sem auxilio externo, de um Mestre. Permanecermos muito próximo da Coluna da Misericórdia neste Mundo Imanente que vivemos é impraticável. Então uma das possibilidades de conseguirmos a eliminação de todos os espelhos ou a Libertação deste Mundo Imanente é a ascensão pela Coluna do Equilibrio. No exemplo do sentimento de desanimo e animo foi usado com mais ênfase o Principio da Polaridade, Vibração e Causa e Efeito, embora os outros Principios estejam presentes como o Princípio do Mentalismo, Correspondência outros não tão aparentes, como o Ritmo, e o Gênero, contudo, eles estão presentes, inclusive os outros cinco Princípios Complementares . Como já foi dito nas palestras da Primeira Camara pelo Mestre JLE um Princípio em manifestação contém outros Princípios imbricados. 

O Querer intenso, para estabelecer a existência dentro do método escolhido, no caso concreto a Coluna do Equilibrio, promoverá a sintonia com a Força Khristica que dará o suporto energético para a ascensão, viabilizando as condições mesmo que lentas, para um dia conseguirmos a Libertação. Sendo assim tenhamos animo. “Para frente e para o Alto” Mestre JLE . 

Agradeço aos Instrutores, pelo auxilio prestado para a conclusão da Primeira Câmara, mais especificamente a Instrutora Priscila Dias.

Vilma Picollo

FOCO

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É próprio de um legítimo buscador desejar conhecer cada vez mais. No entanto, é igualmente característico do estudante de Hermetismo da Linha da VOH questionar o verdadeiro sentido da busca. Ele precisa se indagar sobre o que o motiva, para ter certeza de que está alinhado com a busca pela libertação do jugo da Mente, e não o contrário. Afinal, a cada dia, mais e mais pessoas se especializam na arte de se aprisionar.

ATENÇÃO .'. .'. .'.



Informamos que tem havido um movimento na Cúpula da V.'.O.'.H.'. com o intuito de fortalecer os buscadores, peregrinos e, consequentemente, a Egrégora. Isso se faz necessário porque a sutileza do Terceiro Interesse tem alcançado os estudantes com a faca de dois gumes desta era: a informação. Os estudantes estão imersos em um mar de dados, focando na superfície de inúmeras linhas e tendências.

Há problemas nisso? A rigor, nem sim, nem não. Tudo é o que É. No entanto, por uma análise mais pragmática, nota-se que uma grande quantidade de estudantes se distanciam da sintonia fina de onde advêm as Arcanas Iniciações.

Por isso, aos grupos inspirados pela VOH: ATENÇÃO.


Os Portais Interplanos e a cautela do buscaDOR




Os portais interplanos manifestam-se em múltiplos pontos, dimensões e configurações do Mundo Imanente. Eles são ativados a partir do deslocamento do ponto de aglutinação, a focalização que a mente realiza sobre o mosaico infinito da consciência. Esse redirecionamento sintoniza o operador com diferentes faixas vibratórias, abrindo as portas das percepções e permitindo o contato com seres e realidades imateriais.

Faz-se indispensável uma extrema cautela. Os planos sutis possuem programações conceituais e dinâmicas que transcendem a lógica cartesiana da mente humana, existindo um risco real de o perceptor ficar retido nessas faixas. Esse aprisionamento ocorre quando a frequência de percepção se fixa de forma tão intensa que o ser comporta-se como a agulha de um disco de vinil retida em um único sulco de sintonia, impossibilitado de retornar. Por isso, projetar a mente por esses portais exige um profundo embasamento iniciático e a clareza de um propósito superior.

Embora tais acessos possam ser catalisados por chaves simbólicas, espelhos preparados ou substâncias psicoativas — que alteram temporariamente a velocidade vibratória da mente, a Venerável Ordem Hermética direciona o discípulo para a Libertação do Jugo da Mente. O uso excessivo de aparatos místicos e rituais externos tende a seduzir o peregrino, envolvendo-o ainda mais no mar de espelhos da criação, o que o afasta do verdadeiro alvo: o retorno ao Absoluto.

Não se nega, contudo, a relevância de desbravar os subterfúgios da Imanência. Conhecer as tramas do mundo de Maya é fundamental para se cientificar sobre suas leis e não ser vitimado por suas ilusões.

Essa compreensão sistemática é o que possibilita ao buscador acumular e gerenciar sua reserva de energia sutil, convertendo o homem comum em um "Homem de Sabedoria" capaz de se defender das espoliações e dos predadores do sistema dialético.
Sob esta ótica, a exploração do astral não é tratada pela Instrução como turismo psíquico ou entretenimento — visto que especulações sobre planos com os quais não interagimos em nada alavancam o desenvolvimento espiritual —, mas sim como um campo de estudo técnico. O buscador precisa compreender que o plano físico nada mais é do que a condensação materializada daquilo que foi plasmado no astral. Perceber o plano astral é, portanto, rastrear a gênese das formas que nos cercam.

No entanto, aventurar-se nessas dimensões sem o domínio das leis herméticas que as regem é como um cirurgião que tenta operar sem instrumentos adequados. Quanto maior a cientificação e a concentração mental, maior será a probabilidade de êxito e menor o risco de mistificações. O peregrino deve navegar com a mente blindada, questionando continuamente a finalidade de cada deslocamento: Por quê? Para quê?

Pois, como ensina a Tradição:

"O astral é como uma sombra que acompanha todas as coisas do mundo material, quer sejam elas concretas quer abstratas." — JLE