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...Todo encontro É UM reencontro...

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Da Divulgação dos Ensinos Herméticos - .'. .'. .'.



Os lábios da sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do entendimento. - O Caibalion

Há muitas variáveis a serem consideradas no questionamento de diversos estudantes sobre a divulgação ampla e aberta dos textos do Mestre Laércio, e nós as estamos considerando. Não negamos a Era do Conhecimento que se aproxima (se aproxima porque ainda não chegou).

No entanto, o que temos neste estágio é, de fato, muita informação, que não corresponde plenamente ao conhecimento. O conhecimento está um grau acima da informação, assim como a sabedoria está em um grau ainda mais elevado, e a cientificação é ainda mais ampla do que a sabedoria.

A informação pode levar ao conhecimento, mas também pode levar à banalização e, o que é mais grave, à deturpação. Podemos nos perguntar ou refletir: a pessoa que acessa o conhecimento não é aquela que já possui um grau de desenvolvimento espiritual que permite tal acesso?

Respondemos: sim e não. O "não" da resposta pode ser facilmente demonstrado pela maioria dos instrutores/facilitadores de Hermetismo que conhecemos. Por diferentes razões, uma pessoa pode ter acesso a determinado conhecimento esotérico sem ter a real preparação para isso, o que pode trazer muitas problemáticas e prejuízos mentais, intelectuais e até espirituais.

Vez ou outra, temos um estudante de Câmaras, principalmente da 2ª e 4ª, que, embora seja acompanhado e esclarecido com dedicação, ainda assim entra em desequilíbrio e precisa, às vezes, de intervenções de diferentes naturezas, inclusive do próprio Conselho Mundial da Ordem sob cuja inspiração estamos. Por isso, a questão não é tão simples.

Quando a resposta é "sim", ainda assim reside uma complexidade perigosa que precisa ser percebida. De fato, aquele que pode acessar o conhecimento é porque já vem desenvolvendo seu grau perceptivo, expandindo sua (cons)ciência ao ponto de assimilar mais. No entanto, o conhecimento é fruto deste plano imanente, é inerente ao universo mental, assim como a cientificação é inerente aos planos mais elevados, os quais sequer podemos analisar.

Dessa forma, se o conhecimento faz parte deste plano, então está sujeito às suas leis, podendo, a partir do uso que lhe é dado, servir ao bem ou ao mal. Não esqueçamos que vivemos em um plano relativo, polarizado e dual. A mesma tecnologia que pode construir equipamentos para descobrir e curar doenças, por exemplo, também pode ser usada para construir uma bomba nuclear e destruir nações, e até a espécie humana.

De que forma o conhecimento mental-espiritual pode ser usado negativamente? De muitas formas. Já aconteceu muitas vezes na história da humanidade e até hoje acontece em um nível ou outro. Os Conhecimentos Arcanos abrem portas inimagináveis para a percepção comum, que neste caso pode ser representada também por mentes intelectualmente privilegiadas, mas espiritualmente sem equivalência.

É por isso, e por muito mais, que a questão da livre e ampla divulgação da extensa, valiosa e iniciática obra do V.I.J.L.E. não é nada simples. Por outro lado, não estamos promovendo o velamento dos ensinos. Pelo contrário, alguns grupos têm trabalhado com seriedade e dedicação por esta causa. Estamos estudando melhores formas de expandir o alcance desses ensinamentos, mas de maneira gradual e responsável.

Para isso, estamos buscando contribuir para que mais pessoas possam se aproximar desse trabalho. Fazemos o melhor que podemos, visto que também estamos todos em formação diante do Grande Mestre THOTH. O trabalho é contínuo, gradual, para a frente e para o alto, conforme nos orienta nosso amado Mestre José Laércio do Egito, que, com este zelo, dedicação e responsabilidade, vem nos ensinando.

Quem tem olhos que veja e enxergue. Quem tem coração que sinta.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Lua




A Lua é uma das mais fortes manifestações da natureza. Em sua essência, ela nos domina e nos rege com sua força maior. Por outro lado, a partir do conhecimento de seu poder e da sabedoria em aplicá-lo, ela nos confere a chave para caminhar de forma mais lúcida e clara pela vida.

Ela potencializa os sentimentos e a vibração. Se formos sábios, agiremos sempre em consonância com ela para obter os melhores resultados, o que se realiza por meio da focalização mental.

Na Lua Nova, é o momento de focar no que se quer renovar e, principalmente, iniciar. Na Lua Crescente, a concentração volta-se para as coisas que precisam crescer, aumentar, revigorar e fortalecer. Com a Lua Cheia, ocorre o ápice. É preciso focar no que há de bom em si para se potencializar; em um relacionamento, por exemplo, é a hora de focar nas qualidades da pessoa, naquilo que nos faz amá-la, pois focar nos conflitos tende a dar a eles uma proporção desmedida. Em uniões afetivas, a Lua Cheia pode ser vista também como um momento de melhoria: quando dois seres, em sintonia e com sinceridade, dispõem-se a analisar a relação e chegam a um acordo sobre o que precisam eliminar de suas vidas para, então, juntos, focalizarem na Lua Minguante e nos propósitos traçados. Já a Lua Minguante, velha sábia, tem o poder de arrefecer euforias, trazendo sobriedade e serenidade, capaz de dissipar o que estiver atrapalhando a relação.

Esse estado de focalização mental com a Lua é um alto grau de sabedoria. Denota a presença do "Eu" desperto no aqui e agora, como regente e maestro da própria existência.

Um maestro utiliza o potencial de sua orquestra para compor uma harmoniosa peça musical. Ele sabe o momento exato e os instrumentos adequados para conduzir o som ao ápice, ao êxtase, assim como sabe, delicadamente, baixar a intensidade, silenciar e acalmar a melodia em uma alternância contínua de ritmos que, em conjunto, constroem uma verdadeira obra de arte. Assim se torna a vida de cada ser humano quando, liberto da condição de ser apenas regido, assume o papel de regente. O Conhecimento possibilita o primeiro passo, mas é a Sabedoria que consagra o verdadeiro mestre de si mesmo.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

A Lei do Ritmo




O Ritmo é uma das Leis que fundamentam toda a manifestação. Assim como os demais Princípios, ele opera em Tudo Quanto Há: do micro ao macrocosmo, qualquer estrutura perceptível só ganha forma através de uma cadência. Uma vibração, uma onda, uma cor, sensação ou som dependem de um ritmo que os sustente. Mesmo na aparente desarmonia há um Ritmo atuante — ainda que de desordem —, pois este Princípio transcende a relatividade e qualquer paradigma.

É ele quem rege a alternância entre o dia e a noite, as fases da lua, as estações, a Rotação, a Translação, a Respiração de Brahma e o ciclo de nascimento e morte. A Ordem Pitagórica, em plena consonância com a VOH por beberem da mesma fonte — as Escolas de Mistérios do Antigo Egito —, reconhece que o Ritmo, aliado à Vibração, evidencia toda a arquitetura do Universo.

A compreensão dessa Lei é de imenso valor para o ser em des-envolvimento. Mestres, iniciados e magos de diferentes vertentes aplicam essa dinâmica em proveito próprio. Ao discernirem que a própria energia vital responde a cadências específicas, adotam práticas que refinam sua quantidade e qualidade, expandindo o poder pessoal e o acesso aos planos superiores.

Intrínseco ao Ritmo opera o Pêndulo: o mecanismo que pro-move o movimento perpétuo entre polos. Tudo o que se expande atinge seu ápice para, na mesma medida, contrair-se até o limite oposto. Quem vive passivo a essa mecânica é arrastado pelas marés existenciais, oscilando continuamente entre a euforia e o abatimento, a vigília e o torpor, a enfermidade e a saúde plena.

Os sábios aprendem a usar as Leis a favor do seu despertar, operando por meio delas em vez de serem subjugados por seus fluxos. Essa maestria atua em certos níveis da Criação, pois mesmo nas esferas habitadas pelas mais elevadas Hierarquias, as Leis continuam a estruturar a Realidade.

O caminho é estritamente indi-vidual e escapa às fórmulas prontas tão comuns no meio místico. Trata-se de usar a propulsão gerada em um polo para ascender ao outro e, uma vez lá, sustentar o equilíbrio — uma arte refinada que tem a Vibração e a Criação como alicerces. Decifrar o Ritmo e suas implicações cósmicas é dar um passo decisivo rumo ao alto des-envolvimento espiritual.

terça-feira, 28 de abril de 2015

1=7+5=12=1



1 = 7 + 5 = 12 = 1

Os Princípios Herméticos, em essência, são UM SÓ. Manifestam-se como 7 Princípios e têm como alicerce de sua expressão as 5 Bases Universais — também denominadas Condições ou Princípios Ocultos. No total somam 12, mas na Unidade primordial permanecem sendo UM. Por essa razão, torna-se impossível contemplar verdadeiramente um sem que se alcancem os demais.
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Não existiria o Gênero sem a Polaridade: afinal, como discernir o ativo e o passivo sem reconhecer que ambos, na Realidade, constituem a mesma substância manifestada em polos opostos? A Correspondência, por sua vez, afirma que o que está em cima é como o que está embaixo, e o que está dentro é como o que está fora. Ora, o que são o alto e o baixo, o interior e o exterior, senão polaridades de uma mesmíssima coisa? Já a Vibração expressa-se em ondas por meio de variadas frequências; e o que é a onda senão um Ritmo ininterrupto que atinge determinada amplitude em um sentido para, logo em seguida, oscilar na direção contrária (Polaridade)?
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Dessa maneira interligam-se todos os Princípios — um exercício reflexivo contínuo que expande os portais da percepção para o desvelamento dos Arcanos e dos mais elevados Ensinamentos Esotéricos.
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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Símbolos...




O deus Hórus sustenta duas barcas, cada uma portando um olho guardado por serpentes najas erguidas. Assistem ao deus seus pais ajoelhados: Osíris, deus da ressurreição, e Ísis, a grande deusa-mãe; além de dois babuínos, mensageiros de Thoth, o deus da sabedoria. Nos cantos, sustentam-se câmaras onde oferendas de alimento, incenso e fogo são consagradas aos deuses da Lua — Thoth (com cabeça de íbis) — e do Sol — Rá (com cabeça de falcão). Sobre a cobertura dessas salas repousa Aker, a esfinge dupla, guardiã dos portais do Mundo Subterrâneo nas fronteiras da Terra. Aker sustenta em seu dorso vários seres humanos, que representam a humanidade. Em relevância maior ou menor, toda a cena repete-se em círculo, e tudo se inscreve dentro de um quadrado.
Antero Carvalho

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Vale lembrar que essa diversidade de símbolos é uma expressão tão natural quanto qualquer outra manifestação do Mundo Imanente. Tudo provém do UM; contudo, ao manifestar-se neste Plano, a Unidade fragmenta-se e desdobra-se infinitamente, originando inúmeras faixas vibratórias e vias de compreensão. Os símbolos atuam como essas trilhas de entendimento que, embora variem segundo o povo, a época ou a tradição, guardam o poder de conduzir ao mesmo Destino Final, onde todas as coisas convergem e tornam-se, por perfeita consonância, novamente Únicas.



sábado, 25 de abril de 2015

Missionários


Os Emissários Divinos e Missionários que se projetam no Mundo Imanente procedem de duas origens vibratórias distintas — conquanto saibamos que, em essência, tudo se unifica no Único Ser.

A primeira corrente é constituída pelas próprias parcelas de Sophia (a Mônada Humana): são espíritos que, após longas jornadas reencarnatórias, alcançam a pureza da Nona Câmara e, ao adentrarem a 10ª Câmara, passam pela despersonalização, abrindo mão de sua autoidentidade para integrar a Tríade Superior. Movidos pela ciência da fragmentação e pelo anseio de recompor a Trindade original, assumem a sublime missão do servir (o Caminho da Luz), projetando-se temporariamente na matéria para auxiliar seus irmãos ainda retidos nas câmaras inferiores e integrando-se à Ordem de Melquisedec e à Grande Fraternidade Branca.

A segunda corrente é formada por expressões da Consciência Divina que jamais integraram a Mônada Humana e, portanto, nunca estiveram sujeitas ao cativeiro da roda das encarnações [12]. Projeções diretas da 11ª Câmara (Hokhmah / Força Krística), esses seres atuam como Avatares e Grandes Iniciadores desde a origem do equívoco de Sophia, manifestando-se em corpos fluídicos ou aparentes para irradiar as Verdades Supremas e substituir códigos morais severos por paradigmas mais amenos e purificadores.

Toda essa obra de resgate se desenrola no Mundo Imanente — o verdadeiro palco das vivências materiais e astrais —, estruturado e modelado a partir de Fohat e da Mente para servir de amparo e suporte ao retorno dos espíritos à inefável Unidade.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

O Certo, o errado e Nenhum dos dois...




Todas as verdades são meias-verdades. Os diferentes caminhos dialogam com as diversas linhas de compreensão e alinham-se às infinitas possibilidades que tecem o mundo imanente.

Visto que, no Universo, tudo se desdobra setuplamente ad infinitum, ninguém detém a prerrogativa de julgar o que é certo ou errado nesta ou naquela via. Certo e errado são valores essencialmente relativos, destituídos de um referencial fixo que sustente análises e sentenças morais definitivas.

Como nada é estático neste plano — onde tudo vibra, se move e se transmuta —, o que é correto para um ser é aquilo que não lhe engendra culpas nem alimenta o próprio sofrimento. É a rota para a qual seu querer genuíno aponta e que sua intuição mais profunda consagra como justa para si mesmo.



Teoria dos Códigos — aprofundamento na Segunda Câmara Hermética.