No Caibalion, o Princípio da Vibração afirma que "nada está parado; tudo se move; tudo vibra". No entanto, a vibração é uma característica da manifestação. Para que algo vibre, é necessário que haja uma diferenciação, um "algo" que se move em relação a outro ponto.
Enquanto a vibração define a forma e a densidade da matéria e da energia, a Mente é a matriz onde essa vibração ocorre.
O Universo é uma criação mental. Portanto, as "leis" que governam a vibração são, na verdade, regras estabelecidas pela Mente Superior.
Quem alcança a compreensão dos níveis mentais superiores consegue "polarizar" sua própria vibração, elevando-a para escapar de frequências mais densas (como o medo, a inércia ou a limitação material).
A vibração é o que dá "corpo" à ilusão (Maya). No momento em que o Absoluto se expressa como vibração, ele aceita a dualidade.
Toda vibração requer uma frequência, e frequência requer tempo. Logo, estar no plano vibratório é estar sujeito às limitações do tempo e do espaço.
É a taxa de vibração que separa um mineral de um pensamento. Quanto mais baixa a vibração, mais "sólida" e limitada é a percepção da realidade.
A razão pela qual se diz que a Mente comanda os elementos é que os elementos (Terra, Água, Ar, Fogo) nada mais são do que estados vibratórios da substância primordial.
O hermetista não tenta mudar a matéria pela força física, mas sim pela mudança de sua correspondência mental. Ao alterar o "estado mental", altera-se a vibração resultante.
A física moderna flerta com esse conceito ao sugerir que o observador (consciência/mente) influencia o comportamento da partícula (vibração/matéria)
Essa "acentuada condição limitativa" da vibração é, na verdade, o que permite o aprendizado na dualidade. Sem o limite, não haveria a experiência da forma.

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