Todos Somos Um
Navegando pelos rios da Vida, dou por mim pensando em um rio de geleiras composto de numerosos e fragmentados blocos de gelo. Se cada bloco, em dado momento, se percebesse enquanto ser individual, por certo dali nasceria uma noção de separatividade e, com ela, o terrível julgamento que, implacável, declara a distância pelo espaço que há entre si e os outros, a diferença nos formatos, logo imbuída de valores, assim como o estranhamento na expressividade com que cada bloco se destaca em seu ponto de localização.
Imagino o sábio rio acompanhando as ânsias instauradas diante das complexidades, compreensivo e sereno, sem dúvida sorrindo e silenciosamente dizendo:
"Queridos blocos de gelo, não vedes que sois Eu que emergi e condensei-me em pequenas partes? Tão logo volteis a mergulhar e dissolver os Limites vos colocados pela obscura e fria matéria, ampliareis o alcance de vossa percepção, do vosso sentir e do vosso querer e, mansamente, entendereis que o que importa acima de todas as importâncias "É" a Essência Absoluta, que preconiza tão so-Mente que: "Todos Somos Um".
Priscila Dias
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